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As 7 Chaves de Leonardo Da Vinci - Parte 1


A dama só é conhecida pelo retrato na tela e sobre sua verdadeira identidade sobram especulações. O quadro está longe de ser monumental, como um mural ou algo do gênero: mede modestos 77 por 53 cm. Tamanho não é mesmo o documento, pois a Mona Lisa, ou Gioconda, é a obra de arte mais famosa de todos os tempos. E também a maior atração do Museu do Louvre, em Paris, onde multidões fazem fila para vê-la protegida por um vidro com 2 polegadas de espessura.

Para entender o porquê, basta notar na tela a humanidade que emana desse rosto. Sem falar no sorriso misterioso, que ninguém é capaz de classificar: Enigmático? Desafiador? Inocente? Sensual? Vivo? Enfim...

O quadro que revolucionou a técnica de pintar retratos - pela primeira vez, um artista praticamente expôs a alma do modelo - é uma das obras-primas do italiano Leonardo Da Vinci (1452-1519). "Ele foi um dos três grandes mestres do Renascimento, ao lado de Michelângelo e Rafael", diz o professor de história da arte Gilson Pedro, do Scriptorium, de São Paulo. "Sua influência histórica foi maior do que a dos outros dois, entretanto, pois além de gênio artístico era também cientista".


Pintor e escultor, sim, e também inventor, astrônomo, engenheiro e matemático, Da Vinci conciliou ciências humanas e exatas. Deixou cadernos de estudos e croquis, nos quais reproduz vôos de pássaros e detalha projetos para máquinas voadoras, pontes e submarinos. Apesar de sua importância como artista, não produziu muitas telas. "Leonardo demorava anos para terminar as pinturas e, por isso, exasperava os que o contratavam", lembra o professor Gilson Pedro. Para pintar a Mona Lisa, iniciada em 1503, ele levou três anos.

Corpo, Mente e Espírito

Incansável pesquisador da natureza e da alma humana, Leonardo também foi pioneiro ao perceber a integração da mente, corpo e espírito. Para o consultor americano Michael J. Gelb, certas características da obra de Leonardo - como o equilíbrio, entre arte e ciência e o cultivo de percepção e das sensações - suiscitam questões universais e oferecem respostas para buscas atuais - por exemplo, o sentido da vida e o caminho espiritual.

É o que ele explica no livro Da Vinci Decodificado - Descobrindo os Segredos Espirituais dos Sete Princípios de Leonardo (ed. Bertrand Brasil), sucessor de Aprenda a Pensar com Leonardo Da Vinci, de 1998.

Gelb identifica na vida e na obra do mestre lições para compreender o potencial humano. Estabelecendo relações de 7 princípios davincianos com conhecimentos e filosofias - como budismo, taoísmo, filosofia grega, cabala e rituais sagrados dos dervixes da Turquia, só para citar alguns - ele transforma cada princípio em chaves para alcançarmos uma vida plena.

Veja o que cada um dos 7 preceitos de Leonardo tem a oferecer para o século 21.

 

Curiosidade - O Código está na Tela

Leonardo da Vinci foi perseguido, processado e alvo de maledicência pelos mais diversos motivos (como as pesquisas com cadáverers e a relação com os jovens aprendizes). E também acusado de heresia por supostamente incluir símbolos pagãos e alegorias ocultas nas telas com motivos bíblicos, como Última Ceia e Virgem dos Rochedos.





Os mistérios envolvendo suas criações desempenham um papel fundamental na trama de O Código Da Vinci (Ed. Sextante), do americano Dan Brown, que chegou às telas no aguardado filme com Tom Hanks, Audrey Tatou, Jean Reno e Alfrd Molina.

O enredo fala de uma conspiração pra revelar um segredo protegido por uma sociedade secreta durante milênios: o casamento de Maria Madalena e Jesus Cristo. O grão-mestre dessa sociedade guardiã, na Renascença, teria sido Leonardo. Por isso, ele teria recheado suas pinturas com simbologias enigmáticas e alusivas ao amor entre Madalena e Jesus, conforme está em O Código Da Vinci.


Continua...

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Aranel Ithil Dior