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Como funcionam as Essências Florais?

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(Gotinhas sem sabor, podem dar um novo gosto à sua vida emocional... Quem usa, como eu, há anos, pode falar de seus efeitos: Acalmam e ajudam no estresse do dia a dia.)

Elas agem no corpo sutil das pessoas, portanto não há como comprovar seus efeitos em laboratórios.

As essências vêm mesmo unicamente das flores, que são colhidas no auge do seu florescimento, quando estão maduras e frescas, depois colocadas num recipiente de vidro cheio de água e expostas ao sol. 

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(Levinhos e refrescantes, com algumas semanas de uso conjugado com pequenas mudanças da rotina pessoal, as essências florais apaziguam o espírito.)

Quantidades variáveis da substância resultante entre três a sete gotas - são misturadas então com água mineral e brandy (conhaque de uvas, par garantir a conservação).

Cada essência floral serve para tratar um determinado tipo de desequilíbrio, como carência afetiva, falta de autocontrole, insegurança e assim por diante. 

(Um pequeno documentário sobre a vida do Dr. Bach, que num mundo em crise pela aproximação da 1ª Guerra mundial, numa Europa já sem recursos, a necessidade de ter respostas médicas era premente. Como ajudar? Bach olhou ao seu redor e viu flores!)

A administração é oral, em gotas.

Algumas doenças surgem de desequilíbrios emocionais e psíquicos, e quando os florais harmonizam os corpos mental e emocional, acabam indiretamente atuando na recuperação de males físicos. 

A terapia floral, que é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde desde 1976, foi criada pelo médico homeopata inglês Edward Bach, no final dos anos 20. 

(Quando administrados na infância, os resultados são visíveis!)


Pesquisando métodos alternativos à medicina tradicional, ele percebeu que o orvalho das flores podia alterar diversos estados emocionais.

Começou, então, a preparar compostos que retiram a energia das plantas.



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Você tem Fome de Quê?! - Parte 2

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(Hummm...! Uma saladinha fresquinha é maravilhosa...!)

O comedor agrícola, ao contrário, reafirma sua conexão com a terra pela refeição.

Ele vislumbra as vidas envolvidas na cadeia alimentar - da semeadura à colheita, da embalagem à distribuição - e seu prazer surge também da sua relação responsável e harmônica com o ciclo orgânico. 

Para ele, o mundo é uma comunidade viva.

Ele conhece a procedência dos produtos que ingere e cada ingrediente é percebido num contexto social e biológico.

Importa bastante saber quem plantou ou colheu, qual é a oferta da estação, como é a lavoura.

...bem, é só inverter as características do comedor industrial (!).



Galinhas Turbinadas põem mais Ovos

Partindo das ideias de Wendell Berry, podemos gostar de frango, por exemplo. Mas faz toda a diferença optarmos por um espécime caipira, que andou livre e ciscou no terreiro, em vez de um criado em confinamento, turbinado por hormônios, vítima de incontáveis sofrimentos, um bicho que, depois, é envolto em plástico e congelado.

Ou seja, a questão primeira é aproximar-se da terra e de seus ciclos naturais.

(Apesar do descontrole e da ganância industrial, existem muitos profissionais interessados no cuidado dos animais que ingerimos. Se a indústria é impiedosa, muitos veterinários e zoólogos estudam meios de amenizar o máximo possível o estresse desses animais.)

Indo além das percepções de Berry, surge fácil a questão sobre comer ou não comer carne. Tudo bem, ser vegetariano ou não é uma questão pessoal - mas apenas até certo ponto. 

Porque não há como se alienar da maneira como todo tipo de carne é produzida hoje!

Boa parte dos disparates da distribuição de comida no mundo podem ser entendidos quando observamos as indústrias bovinas, avícolas e suínas. 

A produção de cada quilo de carne de gado consome 7 quilos de grãos, usados na alimentação do animal - grãos que poderiam alimentar muito mais pessoas e não apenas aquelas que podem pagar pela carne - 38% da colheita mundial de grãos é destinada aos rebanhos. 

(O Sorgo é uma planta de origem africana que sempre foi usada para alimentar o gado, exatamente, para que haja menos impacto na quantidade de pasto para os animais. Agora, pesquisas têm sido feitas e o sorgo já é usado em conjunto com a farinha de trigo para preparos de pães e bolos, e também para produção de etanol. É a tentativa inteligente de responder positivamente à agressão à natureza.) 

Um hectare usado para criação de animais produz um décimo da energia ou proteína que o mesmo hectare forneceria se nele fosse plantado soja ou trigo.

E cada vez mais água é usada na criação de animais e não em plantações para o consumo humano.

As práticas para aumentar a produtividade de rebanhos por meio do estímulo ao crescimento e da maior rotatividade nos locais de criação começaram nos anos 60. 

Veio o uso em larga escala de hormônios e de grandes doses de antibióticos como prevenção contra as doenças que se alastram rapidamente quando um grande rebanho é absurdamente confinado. 

Tempo e espaço custam dinheiro.

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(É o que a propaganda diz... Temos que acreditar, pois é lei desde 2004, que animais de abate não podem fazer uso de hormônios de crescimento. Mas é um fato: os animais para abate engordam e crescem mais rapidamente do que há 30 anos. O argumento dado pelos criadores e órgãos federais é que isso se deve pela melhoria genética dos animais. Mas os mesmos órgãos afirmam que deformidades nas gerações dos animais e morte súbita são registradas em muitos lotes. Acompanhem a matéria por este link: Uso de hormônio no Frango.)

O resultado: o gado que antes levava três anos para crescer e engordar, agora está pronto para o abate em 18 meses. 

Da mesma forma, galetos que antes levavam 12 semanas para atingir o peso de mercado, hoje estão no ponto em seis semanas. 

A vaca em cativeiro, que antes produzia 4.000 litros de leite por ano, hoje dá 10.000 litros, dez vezes acima do que sua natureza permitiria se criada em liberdade. 

O ritmo das galinhas poedeiras foi alterado para que elas produzam, cada qual, 300 ovos por ano, quando o normal seria algumas dezenas. 

A qualidade desses produtos, tanto no paladar quanto em nutrientes, está cada vez pior...




Continua...






Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

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(Os bons natais nunca se esquecem... Este vídeo vai pro meu paizão...)

Chegamos a mais um Natal e Final de Ano!

Eu adoro esse período do ano... Fui tão feliz em todos os meus natais com meus pais... Tantos presentes e brincadeiras... Hoje com Isabelle, sempre tem uma surpresa... Já falei: Qualquer hora eu morro do coração e isso não vai ser legal...!

(Faça como Kelly Clarkson, só venha se for deixar um presentinho debaixo da árvore de natal.)

Estamos tão pertinho do dia mais lindo do ano: Natal... Recomeço... Encontro com amigos e irmãos... Esperança... E, talvez, um novo amor... Mas e principalmente, a disposição que nos fará levantar prá comer aquele panetone super gostoso, os jantares sempre na casa de um amigo, as visitas que nunca acabam... E as fofocas, brincadeiras e, talvez, algumas briguinhas (porque faz parte) e, no final, todo mundo bonitão prá mais um jantarzão...

Drika... Se prepara!!! - Tô chegando galera...

É... Mas este ano foi especialmente difícil após a perda de amigos queridos... Mas precisamos continuar nossa jornada... E continuaremos!

(Agora o Natal vai ser super legal.. U2 cantando prá gente... Nossa!)

Mas tivemos também momentos engraçados, surpreendentes nos quais aprendemos que somos fortes e podemos superar: realizar!

Contudo, chegamos num período muito importante do ano no qual provas de faculdade e mestrado exigem de nós mais atenção, por isso peço permissão a todos os nossos amigos e visitantes para entrarmos em recesso e suspender as atividades do blog até 15 de fevereiro de 2016.

(Só prá relaxar... É natal, final de ano... Vamos entrando no clima. O que deu prá fazer fizemos e que não deu... Ano que vem tá aí!!!)

Preciso viajar... Descansar... E passar nas provas!!!

Sendo assim, desejo a todos um super feliz Natal e um super e próspero Ano Novo!
 
Nos vemos neste espaço feito especialmente para você no próximo ano!

(Feliz natal para todos!!! Vamos acordar o bom velhinho...!)



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A Dança da Vida - Parte 4

(A Gravidade junto com a força eletromagnética formou o universo. Mas também pode ser chamado de amor...)

O amor surge em outra incrível revelação, também muito útil para renovarmos nossa percepção da realidade.

De acordo com o físico inglês Peter Russel, membro da Fundação Findhorn (centro espiritual na Escócia dedicado à educação e à transformação pessoal) e autor de Um Buraco Branco no Tempo - Nossa Evolução Futura e o Significado do Agora (leiam, interessantíssimo!), o amor é o outro nome da gravidade, é a força de atração entre toda matéria.


(A Fundação Findhorn propaga um ideia de ecovilas inteligentes e que sejam autossustentáveis. Polêmicas, pois agregam princípios místicos e religiosos, têm feito muito sucesso nos Estados Unidos e Europa.)

Ele diz:

"A gravidade é uma força que puxa o universo físico para sua unidade original. Do mesmo modo, o amor pode ser considerado como a atração da vida pra si mesma, o desejo por união consciente."

Está claro que esses e outros conceitos da nova ciência apontam para um mundo bem diferente daquele para o qual fomos criados, de planejamento seguro do futuro, onde as coisas podem funcionar conforme nossos desejos e esforços. 

(Você está nervoso, ultimamente? Então você tem o duende do nervoso encostado em você... Cuidado... É hora de relaxar e meditar...)

Agora, novos valores se impõem - aceitação de si e dos outros, menos apego ao mundo material, uma prática espiritual que ajude a enxergar o universo das sensações e das vibrações. 

A necessidade de enfrentar a crescente incerteza pode desempenhar um papel importante na nossa libertação interior. Só abandonando nossa necessidade de certeza e inquietação sobre como as coisas poderiam ser, ou deixar de ser, encontraremos a estabilidade interior para ultrapassar estes tempos repletos de mudanças. 


(A luta dos animais para sobreviver na louca selva dos homens! Filme Madagascar de 2005.)

Voltamos, então, às ideias de nossos ancestrais e dos povos que chamamos de primitivos, que propõem um mundo de relações sutis entre os seres vivos e a natureza, onde o céu é irmão da Terra, que é irmão das árvores, que são irmãs de todos os seres vivos... 

E que tudo e todas as coisas têm um espírito, uma alma, e se relacionam contínua e conscientemente. Podemos, agora, cantar e dançar, celebrando a vida sob todas as formas. 

Entrevista com Amit Goswami

Abaixo, vamos transcrever parte da palestra aos iniciados da Golden Dawn americana do Físico indiano Amit Goswami, professor da Universidade do Oregon, Estados Unidos em 04 de Setembro de 2015.

(Templo Themis, Golden Dawn americana, que recebeu para uma palestra o físico e professor Amit Goswami no V Congresso Internacional do Grande Templo em 04 de setembro de 2015.)

O professor Amit Goswami desenvolveu uma teria sobre a reencarnação e conta que decidiu encarar o assunto depois de ouvir uma voz, em um sonho, lhe dizer: "O Livro Tibetano dos Mortos está certo e seu trabalho é provar isso."

Confira:

De que maneira a compreensão do mundo quântico pode nos ajudar no dia a dia?

Na visão quântica do mundo, o paraíso é a existência, mas apenas como possibilidade, não é a existência manifesta. 

A questão é: podemos trazer a perfeição paradisíaca para a existência terrestre? Podemos usar o poder da mente transformada par lidar com problemas sociais impossíveis, tais como a violência, a carência de energia, a destruição ecológica, a saúde física e mental?

Quando estendemos nosso ser para além do tempo e do espaço, temos potencial para nos tornar realmente atores no jogo cósmico. 

Soa como ficção científica? Bem, a verdade pode ser ainda mais estranha que a ficção. 

A idade da informação, apesar de todo o hype, já passou.

A grande onda do futuro é a idade da transformação.

(Uma nova modalidade de estudos aparecem chamada de Mentalidade, que é uma nova abordagem psicológica e neurológica da mente, onde essas duas disciplinas se convergem para entender a intuição, extinto e psiquismo.)

Quem quiser surfá-la terá de estar preparado para explorar um novo tipo de inteligência, a inteligência supramental.

O que é Inteligência Supramental?

É a habilidade de se mover no domínio da consciência que envolve os contextos do pensamento e do sentimento, e inclusive aquele das leis físicas.

Platão chamou esse domínio de arquétipos.

O psicólogo Carl Jung o reconheceu como o domínio de onde vem nossa intuição. 

Discriminar o bem do mal requer inteligência supramental. Há outras instâncias mais controvertidas, das quais quero mencionar uma: os milagres. 

Há em todas as culturas exemplos de pessoas em torno das quais acontecem milagres, numa aparente violação das leis físicas: as pessoas de inteligência supramental potencialmente têm até controle dessas leis. 

Você provavelmente gosta de dançar. 

Dançar tem uma espontaneidade única que às vezes nos surpreende: a dança parece acontecer por ela mesmo, sem esforço. 

Quando a inteligência supramental se manifesta em nós é assim, como dançar no mundo o tempo todo. Você vai, não vai, vai... não vai e se junta à dança.

(Deixe seus pensamentos se tornarem crianças e pularem em sua mente. É hora do ser humano voltar a ser natural, entusiasmado, ingênuo e espontâneo, é aqui que habita os princípios das grandes descobertas intelectuais.)

Quando você entende os princípios quânticos, fica muito mais fácil entrar na inteligência supramental.

E que princípios podem nos ajudar a entrar?

O Salto Quântico e a descontinuidade.

Nossas experiências são geralmente contínuas. Mas, desde seu começo, a física quântica nos fala da validade do conceito de movimento descontínuo.

Quando crianças, costumávamos dar saltos quânticos de pensamento com certa regularidade. É como aprendemos coisas que requerem novos contextos de pensamento, tais como o primeiro pensamento abstrato, o significado de uma história ou a apreensão de um novo símbolo.

Se a infância está muito longe, pense no momento em que teve uma intuição.

O que é intuição?

Por que certos pensamentos são chamados assim?

Porque não há explicação racional contínua, não há contexto precedente para eles. Uma intuição é o vislumbre de um salto quântico. 

A transformação envolve um salto quântico descontínuo no fluxo da consciência que é do mesmo tipo dos atos de criatividade na ciência, na matemática, na arte, na música.

(Nossos amigos do Canal Esotérico fala sobre o que é intuição!)

Há alguma prática para desenvolvermos essa inteligência?

Sim.

Sente-se quieto e confortavelmente com as costas retas. Feche os olhos e observe seus pensamentos conforme eles surgem e desaparecem na sua percepção. Tente não ser parcial com nenhum deles: olhe todos como um show que está passando 

A analogia da observação dos pensamentos como se fossem nuvens pode ajudar. 

Quando você começa essa meditação, nota que um pensamento é rapidamente substituído por outro. Sua mente está acelerada. Depois de um tempo, com a prática, verá sua mente se acalmar e pensamentos sucessivos aparecerem como brechas entre eles. 

(Esse é prá você: Aprenda a meditar e acalmar sua mente...)

Mas não se anime muito. Você não descobriu o "não pensamento" ou o vazio da mente, porque mesmo na brecha continua a divisão sujeito-objeto da consciência.

Mas este é um bom lugar para estar, porque facilita muito o salto quântico.



Fim.:.

Referências Bibliográficas

Universo Autoconsciente - Como a Consciência Cria o Mundo Material, de Amit Goswami, Ed. Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro, 2012.

Diálogos com Mário Schenberg - Compilação de entrevista com o físico e pensador brasileiro, ed. Nova Stella Editorial, 2005.

Um Buraco Branco no Tempo - Nossa Evolução Futura e o Significado do Agora, de Peter Russel, Ed. Aquariana, São Paulo, 2007.

O Universo Numa Casca de Noz, de Stephen Hawking, Ed. Arx, São Paulo, 2004.

O Tao da Física, de Fritjof Capra, Ed. Cultrix, São Paulo, 2004.

Earth Dance: Living Systems in Evolution, de Elisabet Sahtouris, ed. Paperback, EUA, 2000.

A Árvore do Conhecimento, de Humberto Maturana e Francisco Varela, Rio de Janeiro, 2010.

Filme 



  





Você tem Fome de Quê?! - Parte 1

(Bonito de se ver, mas difícil de manter... Uma alimentação saudável, quando não é cara e de difícil manutenção, é demorada para preparar... Então sobra as refeições e lanches rápidos, e que por isso mesmo, não são nada saudáveis...)

Alimentação saudável e muito mais do que tabelas de calorias e combate aos radicais livres: se comermos direito, podemos salvar o mundo!

Alimentação é uma necessidade básica impregnada de matizes culturais: toca as vísceras, as crenças e os desejos. 

Existe até uma antropologia da nutrição, que estuda a evolução do homem através de seus alimentos. 

(Julia Child foi uma das primeiras pessoas no cenário culinário a entender que cozinhar é uma arte que aprendemos e podemos ensinar. Adepta da alimentação saudável, foi apresentadora de um programa de culinária nos Estados Unidos na década de 70. Ela dizia: "Você não precisa cozinhar obras-primas bonitas e complicadas, basta preparar boa comida com ingredientes frescos".)

(Um filme adorável que conta a história dessa mulher de visão e determinação que inspirou a personagem Julie a seguir seus passos. Com uma atuação sempre supreendente, Merryl Streep arrasa, interpretando direitinho Julia Child.) 

Excêntricos, vamos além das opções que a natureza oferece: plantamos, tornamos perene o sazonal, cozinhamos com fogo, antecipamos a maturação de animais e vegetais, criamos híbridos, recriamos artificialmente o natural. 

Ao fim e ao cabo, transformamos todo o ciclo da cadeia alimentar e, ao que parece, isso não está dando muito certo...!

Para gerar a abundância atual é preciso ter lavouras e fazendas fartas o ano inteiro. 

(Com uma das maiores plantações de manga, uva e eucalipto, a cidade Livramento de Nossa Senhora na Bahia, sofre em explorar intensivamente o solo e os recursos aquíferos da região. O jeito é fazer chuva...)

(Adoro visitar Livramento e Rio de Contas já tem meu nome gravado nas pedras. Com tios e primos morando na Região, visitar Livramento é sempre um presente de Deus!) 

Assim, o meio ambiente é explorado ao máximo, o solo é erodido, mananciais de água são poluídos e exauridos.

E, como sabemos, nas sociedades modernas o consumo de comida é resultado do poder aquisitivo: alguns padecem do excesso, outros sofrem com a absoluta escassez.

Somos o que comemos - ou o que deixamos de comer...

(A alimentação sempre foi um tema importante na vida dos humanos. E quando é associada a crenças, então ela representa uma doutrina, uma conduta de fé e santidade. Comer bem pode te deixar mais perto de Deus... Ou não...!)

Segundo a Organização para Alimentação e Agricultura (FAO), há, no mundo, 840 milhões de pessoas com deficiência de nutrição, muitas passando fome mesmo!

A contrapartida são as "doenças da riqueza", como diabetes, problemas cardíacos e câncer, entre outras produzidas pelo consumo de açúcar e gorduras saturadas acima das reais necessidades do organismo. 

Entre o excesso e a escassez nos apegamos em algumas doutrinas: pratos rápidos ou refeições longamente preparadas, alimentação vegetariana ou onívora, comida crua ou cozida e assim por diante, numa infindável lista de categorias, gêneros e subgêneros.

(A comida sempre foi vista como um tipo de status quo. Quem tinha carne na mesa era Rico, quem tinha só legumes, Pobre, isso já ali em meados da Idade Média. Trouxemos essa ideia, e ainda hoje, mesmo com todos os conceitos adquiridos e estudados, alimentar-se em excesso é expressão de felicidade e estabilidade financeira. E o resultado é esse: Sobrepeso por ingestão excessiva e desnecessária de calorias.)

Você tem consciência do contexto biológico e social de onde sua comida se origina?

Basicamente, existe dois tipos de "comedores":

- O comedor industrial
- O comedor agrícola

O comedor industrial é aquele que ingere a comida de forma entorpecida.

Seu alimento é um conceito abstrato, sem conexão com a realidade biológica: quase tudo produzido de forma mecanizada, com substâncias inertes, assépticas, processadas e refinadas, camuflado sobre corantes, aromatizantes e sabores artificiais, embalagens e slogans de saúde.

Pouco importa quem plantou ou colheu, qual é a oferta da estação, como é a lavoura, o estado do solo, quantos produtos químicos foram usados na produção (e a consequente reação no organismo) ou qual a adequação da quantidade à necessidade. 

(O Food Truck ou Comida do Caminhão, é uma moda nascida em Los Angeles para alimentar o pessoal que saia das praias famintos. Foi crescendo, caiu no gosto do público, porque você sabe, nenhum lugar dá mais fome que praia. Com comidas rápidas, temperadas e com porções gigantes, esse conceito saiu de L.A. e foi parar em Nova York e de lá para o mundo. Em nov/2014 o programa global Pequenas Empresas e Grandes Negócios explora essa nova sensação que já tomou nossas cidades brasileiras. É gostoso... Mas se é saudável...)

Ao comermos sem responsabilidade o comedor industrial age de forma passiva. 

Ele e seu alimento se exilam da realidade biológica, ingerem um subproduto das leis de volume e preço, que é oferecido junto com adjetivos comuns a outros bens de consumo: é prático, eficiente, necessário, requintado, cool...

É comum encontrar crianças que não entendem como a bebida branquinha na caixa longa-vida vem da vaca, e não da fábrica que também produz o refrigerante. 

Para o comedor industrial, enfim, a consciência está no valor, no custo e na aparência, enquanto a terra é apenas uma fonte de recursos a ser explorada.


Continua...


 

 


A Dança da Vida - Parte 3

(O programa do canal aberto Globo, Globo Ciência, faz uma apresentação e retrospectiva da vida de Mário Schenberg (1914-1990), físico, judeu, cabalista, alquimista e crítico de arte.)

Há pesquisadores que não conseguem ir além de alguns limites impostos pela ciência clássica.

Muitos nomes de valor contudo, fazem da dança subatômica uma razão a mais para acreditar na possibilidade de um mundo inteligente e bem centrado. Um exemplo brasileiro é o físico nuclear Mário Schenberg (1914-1990) um de nossos maiores cientistas (Gilberto Gil até lhe dedicou uma música, "Oração pela Libertação da África do Sul").

(A pedido de Mário Schenberg, comovido pelas mortes e lutas promovidos pelo Apartheid na África do Sul, Gilberto Gil compõe esta canção em 1985.)

Schenberg trabalhou com físicos importantes na Europa e Estados Unidos, e suas ideias originais ajudaram, por exemplo, a desvendar o enigma do Colapso das Supernovas. 

Era também crítico de arte e pensador. 

Um gênio!

(As Supernovas são as estrelas mais lindas do Universo. Quando explodem promovem uma luz intensa nas galáxias as quais pertencem e essas explosões continuam brilhando por horas ou dias ininterruptos. Descarregam uma quantidade enorme de elétrons e radioatividade gama, e neste momento, boa parte dos elementos da Tabela Periódica são formados, dentre eles o Ouro, um dos mais misteriosos elementos químicos. Acima, filme da NASA de uma explosão ocorrida em janeiro de 2014.)

Dizia que usava pouco o raciocínio, que suas ideias eram pura intuição. 

No bom livro Diálogos com Mário Schenberg, o professor não hesitou em discorrer sobre suas encarnações passadas como pintor no Oriente, sobre as relações da física quântica com a cabala judaica, seu gosto pela alquimia e a influência exercida pela filosofia oriental nele e em outros cientistas. 

(Mário Schenberg, um dos maiores físicos brasileiros, citado por Einstein como uma das mentes mais brilhantes que ele conheceu. Viu a explosão estelar lá em cima? Pois é... Ele descobriu como e por que acontece!)

Niels Bohr, por exemplo, gostava da cultura chinesa, principalmente da concepção dualista do yang e do yin - o que talvez pode ter influenciado suas ideias sobre o princípio da Complementariedade. 

O físico e filósofo austríaco Erwin Shrödinguer, criador da Equação Ondulatória, de suma importância para a mecânica quântica, e pela qual recebeu o Nobel em 1933, teria sido influenciado pela filosofia veda da Índia. 

(Com um Nobel de Física nas mãos em 1933, Erwin foi um homem místico e profundo conhecedor dos processos eletromagnéticos da Alta Magia hindu. A Ordem Rosa-Cruz detém ensaios deste físico em segredo em seus arquivos por conter descobertas desconcertantes sobre as viagens astrais.)

A escritora Rose Marie Muraro, que também foi física diz que, em seu salto quântico, o elétron morre e renasce a todo momento. Segundo ela, a física quântica é uma das provas irrefutáveis da existência de Deus e da reencarnação, desde que se considere Deus o dinamismo da matéria. 

É como se jogássemos um milhão de tijolos no chão e deles surgissem um edifício. É assim que se comporta a matéria. 

(Outro ícone brasileiro de conhecimento, intelectualidade e liberdade de pensamento. Rose Marie (1930-2014) detém uma das biografias mais interessantes que já estudei. Feminista, filósofa, física e escritora de mais de 40 livros. Nasceu praticamente cega e, após anos de tratamento, conseguiu recuperar não apenas a visão do corpo, mas também a do espírito. Espírita, acreditava na reencarnação e via nos saltos dos elétrons a prova irrefutável da existência de Deus.)

Ela tende a organização e à complexidade de uma forma milagrosa e é por isso que estamos aqui!

Gravidade é Amor

E de que maneira se pode aproveitar esse conhecimento em nosso benefício - ou, cientificamente falando, em benefício de tudo e de todos?

O primeiro passo é compreender que ainda vivemos ao sabor da filosofia cartesiana, num mundo que parece desconectado dos ciclos da natureza e favorece a fragmentação e o isolamento. 

Mas, como sabemos, no mundo quântico as partículas só têm sentido umas em função das outras e tudo está interligado. Assim, nossos problemas surgem exatamente quando fingimos ser seres à parte, separados da natureza, a qual exploramos em nosso próprio proveito. 

(Somos parte desse projeto da Vida. Se é espiritual ou não, como saber? Mas como é poderosa a força com que nos faz contemplar e perceber que tudo o que existe não pode existir sem um propósito maior...)

Somos natureza e não podemos escapar disso!

Copiamos suas cores e desenhos quando voamos como pássaros, tecemos como aranhas, construímos radares como morcegos, etc...

A natureza é um organismo vivo e inteligente, e que se desenvolve respondendo às crises como oportunidades para a criatividade. As espécies são agressivamente competitivas quando jovens, porém  aprendem a negociar com seus competidores e desenvolvem uma cooperação pacífica, como acontece nas florestas tropicais e em outros ecossistemas maduros. 

Se quisermos sobreviver além da nossa própria juventude como espécie, a humanidade precisa aprender a cooperar como uma família que partilha seus bens. 

(Cosmos, continuação da famosa série da década de 70 criada e apresentada por Carl Sagan, agora, apresentada por seu discípulo Neil de Grasse Tyson pela National Geografic Channel. Neste episódio nos mostra o Espaço-Tempo e como tudo se formou com apenas uma explosão... Infelizmente, em inglês, acionem a tradução remota do Youtube.) 

O conhecimento obriga-nos a uma atitude de permanente vigília contra a tentação da certeza, a reconhecer que nossas certezas não são provas da verdade, como se o mundo que cada um vê fosse o mundo e não um mundo que construímos junto com os outros. 

O amor ou, se não quisermos usar uma palavra tão forte, a ação do outro junto a nós na convivência é o fundamento biológico do fenômeno social. 

Sem amor, sem aceitação do outro junto a nós, não há socialização, e sem ela não há humanidade...



Continua...


 

 

Aranel Ithil Dior