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Os Signos do Zodíaco - Áries

ÁRIES ou CARNEIRO

21 de março a 20 de abril (0º à 30º)
“EU SOU” – “EU POSSO”
"Tem um magnetismo à prova de fogo..."

Áries é o signo onde Marte tem seu domicílio e Vênus seu exílio, onde o Sol está exaltado e Saturno em queda. Marte ou Ares, deus da guerra entre os romanos e gregos, tem seu domínio neste signo de conquista, envolvimento e ação. 

Na astrologia tradicional, Marte corresponde à idade adulta, ao período de lutas. O planeta Marte está associado aos esportes, aos militares (com Júpiter), às armas, à indústria, à siderurgia, às lutas, conflitos e violência, aos líderes.

Áries passa rapidamente do desejo à ação; assim, não oferece um ambiente propício para Saturno, planeta de cautela, da previdência, das decisões ponderadas e refletidas. 

Aos resultados de longo prazo de Saturno, Marte contrapõe aquilo que é necessário no momento presente. Saturno é o jogo da paciência, enquanto Áries é a impulsividade, a precipitação.

Entretanto, os dois sabem que nada cai do céu e tem em comum a característica do esforço, o que explica o fato de Marte ter sua exaltação em Capricórnio, signo regido por Saturno. 

Saturno também representa a tradição, o que o passado demonstrou ser sólido e eficaz; Áries se volta para o não tentado, e tende, muitas vezes, a ignorar as lições da experiência.

Marcado pelo entusiasmo, envolvimento e auto-afirmação, Áries é um signo que proporciona um bom ambiente para o Sol – associado à disposição em expor-se e correr riscos – que, dessa forma, está exaltado, neste trecho do zodíaco. 

O mesmo não acontece com Vênus, que aqui está longe de casa, em exílio. Vênus é o planeta do amor, mas é preciso não interpretar mal seu exílio em Áries, pois o amor existe em todos os signos do zodíaco.

As estratégias são diferentes – onde Áries busca, Vênus atrai; onde Áries se afirma, Vênus harmoniza. As armas são diferentes, mas a guerra, essa é a mesma. 

Este é um signo masculino, o que significa que a predominância familiar fica por conta dos homens. Pode-se supor que, na época do nascimento dos que pertencem a Áries havia uma expectativa muito grande para que a criança que era esperada fosse do sexo masculino.

Desse modo, independente do fato de ter sido menino ou menina, essa criança acabou sendo criada para ser uma pessoa de caráter mais masculino no que diz respeito à competitividade e ao dinamismo, duas características sempre mais ligadas ao homem, em nossa cultura. 

A figura do pai de quem é desse signo tem os contornos de um herói, enquanto que a sua mãe e as mulheres em geral, são percebidas como criaturas frágeis, que vivem em segundo plano.

Assim, não é de se estranhar que as mulheres de Áries não admitem serem vistas com o preconceito que normalmente a sociedade ainda envolve o sexo feminino. Elas lutam para superar esta postura e se tornarem vencedoras num mundo masculino. 

É também um signo que embarca super fácil nas ondas estonteantes da paixão. Uma incontrolável atração poderá entusiasmar este nativo com maior rapidez do que a tranquilidade de um amor cultivado com paciência e dedicação. O lance de Áries é se jogar de cabeça em grandes emoções.

Combatente, impetuoso e forte, representa o desejo de afirmação, a energia masculina, o impulso, o nascimento, o início, o despertar, o primeiro passo, a semente abrindo seu caminho no solo de qualquer jeito para conseguir despontar e ter seu lugar ao Sol. 

O impulso direto e o combate, se preciso usando a força, a audácia, ou o entusiasmo para ir em frente. A iniciativa, a compulsão para agir, ainda que seja para provar-se.

Os seus sonhos secretos é ter um patrocinador para seus talentos e, enquanto ele não aparece, vai desperdiçando seus dons, esperando como se o mundo lhe devesse alguma coisa. 

É, também, o porta-voz das necessidades da humanidade, que exige da sociedade os privilégios a que tem direito. É aquele que desconhece o perigo e se entedia com as pessoas desanimadoras. É o impaciente e o agressivo, não aceita conselhos e obstáculos, mas não suporta a dor e tem medo de dentista.

Áries, portanto, é Ser. O indivíduo em busca de sua auto-afirmação. O eu. Luta para crescer e mesmo sendo frágil ou sentindo medo, continua em frente. Tem uma grande energia e se cansa rapidamente das coisas e das pessoas desanimadoras. 

Costuma enfrentar desafios sem se importar com as consequências, é famoso por sua pré-disposição às competições. É o signo pioneiro, o desbravador, o dono do primeiro impulso. Sua preocupação é tomar as iniciativas.

É o signo da atividade, o ariano é corajoso, dinâmico e precipitado. Age por impulso e tem facilidade para iniciar as coisas, é franco e não gosta de ser contrariado. Seu dinamismo é invejável. Mas pode ser agressivo na hora errada e com a pessoa errada. 

Dinamismo: Disposição psíquica, grande disponibilidade energética voltada à iniciativa e à ação rápida e direta (cardinal), exercida sobre o mundo exterior (masculino), de modo relativamente exclusivista (predominância do seco). Integração agressiva e passional na existência (Marte) (existência concretizada), feita pela busca ou imposição da autoridade e da independência (Sol), frequentemente sem uma coerência afetiva (Vênus) e com pouca disciplina racionalmente orientadora (Saturno).


Os conflitos são estruturados num nível de relacionamento e independência (cruz cardinal). Enquanto que as soluções podem ser estruturadas no nível da conquista de uma superioridade espiritual (triângulo de fogo: Áries, Leão e Sagitário). 

Tarefa: Para ti Áries, dou a primeira semente, para que tenhas a honra de plantá-la. Para cada semente que plantares, mais outro milhão de sementes se multiplicarão em tuas mãos. Não terás tempo de ver a semente crescer, pois tudo o que plantares criará cada vez mais e mais para ser plantado. Tu serás o primeiro a penetrar o solo da mente humana levando Minha ideia. Mas não cabe a ti alimentar e cuidar dessa ideia, nem questioná-la. Tua vida é ação, e a única ação que te atribuo é a de dar o passo inicial para tornar os homens conscientes da Minha criação. Por esse trabalho, Eu te concedo a virtude do respeito por ti mesmo. 


LUA EM ÁRIES 

O desejo de liderar e a autodeterminação que caracterizam o ariano, podem ter origem numa vida anterior passada na antiga Palestina. É possível que você tenha sido um líder de uma tribo nômade dessa região, ou então, admirava e seguia aqueles que tinham o poder de decidir o destino de milhares de pessoas.

Dia: Reforça a natural impulsividade dos arianos, apressando suas iniciativas, tornando-os ousados e corajosos. A presença da Lua neste signo indica um dia agitado, marcado pela impaciência e inconstância, as pessoas sentem-se mais ativas, corajosas e impulsivas, período favorável às decisões rápidas, mudanças e início de projetos. Pode haver dificuldades nos negócios, complicar as relações pessoais e de trabalho. A prática de exercícios físicos está favorecida. É conveniente também estar bem atento para tentar prevenir acidentes, principalmente aqueles provocados por fogo ou objetos cortantes. 

Saturno em Áries: Estando retrógrado neste signo indica uma pessoa sem humildade. 

Aqui há uma dificuldade em iniciar e concluir projetos, por isso, ao estabelecer metas, procure dar um passo de cada vez. Além disso, sua outra missão é a busca pela independência, perfeito para o seu crescimento pessoal. No entanto, saiba que a ambição deve ser repensada e usada beneficamente.
Em vidas passadas, a pessoa possivelmente abusou da agressividade contra os outros para se autoafirmar. Na vida atual, porém, terá de lutar para construir sua individualidade. Uma tarefa que só conseguirá realizar depois de superar seu medo de ser agredido ou ridicularizado pelas outras pessoas. 

Casa 1: É a casa do Ascendente (AC), o Eu, representa a passagem para a vida, a aparência física e pessoal, a personalidade, a transformação do caráter, o nome cristão, a constituição e a forma do indivíduo, o temperamento (nasce assim), as inclinações, qualidade e debilidades inatas, todo potencial positivo e negativo, tem que ter iniciativa: tentar e ousar, é um eterno começar, a finalidade, a vocação fundamental, os heróis, pressão interna, o grande apaixonado, virilidade e infantilidade. 

1º eixo Áries – Libra: Missão diplomática, agressividade, relacionamento, o parâmetro dos dois é sempre o outro, ambos tem a necessidade de conquista: Áries conquista brigando, é sempre “pra já”, e Libra conquista conversando, “deixa disso”. 

Saúde: Áries rege o sistema muscular, a força física, a cabeça, cérebro, crânio, testa, rosto, face, queixo, olhos, boca, ouvidos, nariz, encéfalo, maxilares, mandíbula, vértebras cervicais, artérias carótidas externas, como consequência, os arianos frequentemente sofrem de dores de cabeça, enxaqueca, inflamações nos olhos, boca, ouvido e nariz, acidentes, cicatrizes, cirurgias, erupções, encefalite, vertigem.

Qualquer coisa que afeta a cabeça. As glândulas arianas são as supra-renais, que lançam adrenalina na corrente sanguínea em caso de emergência – como um arroubo de cólera ou energia ariana – o que confere aos nativos desse signo a reputação de impetuosos. Recomenda-se o consumo de tomate para os arianos, por conter fosfato de potássio, evitando assim a depressão. 

Exercício: Flexione a cabeça para a direita e para a esquerda (aproximando a orelha do ombro), durante o exercício não mexa os ombros, repita oito vezes de cada lado; também procure fazer exercícios que estimulem os músculos e as articulações. 

Personificação: Signo animal, as coisas brutas da vida, os botões se abrindo, os brotos saindo da Terra e o cio dos animais. Os homens, os soldados, os atletas, os guerreiros, as profissões masculinas em geral. Representa também as ondas das águas. Água jorrando de uma fonte, nariz e sobrancelhas do carneiro, ou a crista de uma onda. 

Aparência: Forte constituição física. Com charme quase que agressivo, provocante. 

Animal: Grandes carnívoros, lobo, águia e aves de presa. 

Profissão: aeromoça, publicitário, bombeiro, dentista, esportista e atletas, artesão, metalúrgico, militar, açougueiro, advogado, guia turístico, professor de educação física, metroviário, ferroviário, motorista, policial, piloto, diplomata, soldado. 

Planeta: Marte, que é o deus da guerra na mitologia grega, que lhe dá a força de que precisa para enfrentar e vencer todos os desafios. Plutão.
Qualidade: Cardeal, aquele que dá início às coisas, radiante. 

Elemento: Fogo. 

Elemental: Salamandra. 

Estação: O início da primavera. 

Dia: Terça-feira, deus Til – coragem e força. 

Cor: Vermelho vivo, escarlate, vinho, tons de vermelho. 

Mineral: Rubi, jaspe vermelho, granada, ágata, diamante. 

Metal: Ferro. 

Vegetal: Plantas espinhosas, picantes e venenosas, madressilva, gerânio, sempre-viva (que simboliza a disputa), a palma (que é associada com a vitória), o cravo vermelho (que significa amor ardente), o cravo branco (amor vivo e agreste) e a flor de ameixa silvestre (que representa a independência). 

Chakra: O 1º e o 2º. 

Aroma: Almíscar, sândalo, ópiun, hortelã, alfazema. 

À mesa: Temperos apurados, perfume de ervas bem escolhidas, evitar alimentos excitantes e de difícil digestão, como carnes vermelhas, aderindo a legumes e vegetais. 

Nota musical: Dó. 

Arcanjo: Samael. 

Plano de Vida: Espiritual. 

Regente esotérico: Mercúrio (controle através da mente). 

Missão esotérica: Destruir os animais de Dionides (cavalos e éguas que comiam pessoas). 

Mitologia: Hércules. O Carneiro é associado por muitos estudiosos ao mito de Crisómalos, o Carneiro voador, filho de Netuno e Teófana. Sua pelagem de ouro tornou-se o famoso “Velocino de Ouro” (ou Tosão de Ouro), conquistado por Jazão em sua expedição com os Argonautas. 

No mito do Tosão de Ouro encontramos as aventuras vividas por Jasão e Frixo para conquistar a pele (tosão) de um carneiro com lã de ouro. Jasão, famoso herói, filho de Éson e de Alcímede. Seu pai, rei de Iolcos, tendo sido destronado por Pélias, e temendo que seu filho fôsse perseguido pelo tirano, difundiu que ele tinha morrido de doença grave.

No entanto tinha sido levado ao monte Pélion, por sua mãe, onde foi educado pelo sábio centauro Quíron. Aos 20 anos foi aconselhado por um oráculo a munir-se de armas e apresentar-se em Iolcos, na corte do rei. Ao chegar na corte exigiu de Pélias o trono de volta. 

Pélias, odiado por seus súditos e vendo o interesse do povo em Jasão, fingiu estar disposto a entregar-lhe o trono fazendo-o enfrentar uma aventura que acreditava não ser capaz de ser vencida por Jasão: buscar o tosão de ouro na Cólquida. Jasão que nada temia, aceitou e anunciou sua intensão à toda a Grécia, reunindo assim o melhor da juventude helênica.

Embarcaram no Argos, uma magnífica embarcação. Era uma viagem de incríveis dificuldades: subjugar monstros, ultrapassar obstáculos intransponíveis, matar o dragão que guardava o Tosão de Ouro e trazê-lo de volta, tudo isso num único dia, conforme exigência do rei Éetes, guardião do Tosão. 

Juno e Minerva resolveram ajudá-lo fazendo com que Medéia, a filha do rei Éetes, se apaixona-se pelo herói. Medéia, que era habilidosa nas artes do encantamento e de magias, apaixonando-se por Jasão resolve ajudá-lo. Ao se sair vitorioso Jasão retorna rapidamente, leva Medéia consigo e a desposa no próximo reinado. 

Tarôt: O Papa. Tarôt Cigano: Punhal. 

Runas: Fehu, Tiw e Ken. 

Áries Ascendente em:
  1. Áries: Ser duas vezes significa duplicar, tanto as qualidades como os defeitos, mas torna o ariano muito mais ativo.
  2. Touro: Dá equilíbrio aos ímpetos de Áries, tornando-o mais estável, e dando mais preguiça e possessividade.
  3. Gêmeos: Dá mais inteligência a energia canalizada, dando mais vitórias na vida e inconstância no amor.
  4. Câncer: Confere delicadeza e menos agressividade e oscilações no humor típicas de Câncer.
  5. Leão: Aumenta a ambição e o egoísmo, não faltará a generosidade e o calor que emanam de Leão.
  6. Virgem: Promete mais equilíbrio e fidelidade na vida emocional, o profissional se torna mais calma e prático.
  7. Libra: Aumenta o desejo de satisfação sexual e tende a ser mais fiel no amor.
  8. Escorpião: Grande estímulo para o trabalho e a liderança profissional, a fidelidade aumenta, assim como o ciúme e a possessividade.
  9. Sagitário: Aumenta a independência e o desejo de liberdade, fará o possível para fugir de relações sufocantes ou rotineiras.
  10. Capricórnio: Atitudes mais refletidas, o amor deixa de ser tão inconstante, confere uma maior valorização da vida familiar.
  11. Aquário: Dá ênfase a amizade, no amor a sua liberdade vem em 1º lugar, sendo natural assim, sumir do mapa de vez em quando.
  12. Peixes: Dá falta de senso prático e se mostra mais meigo nos relacionamentos.

As Estrelas Fixas - Parte 3

ESCORPIÃO 

PRINCEPS, 3ª, 02°09’, 33°34’N: Indica espírito vivo, mente profunda e investigadora; desejo de colocar-se à frente dos outros; problemas e temores. Em aspecto com o Asc. indica desejo de procurar algo. (A lança do boiadeiro). Natureza Mercúrio, Saturno. Dhelta (δ Bootis). 

ACRUX ou ACCRUX, 1ª, 10°53’, 62°42’S (representa São Paulo): Inclina ao misticismo, justiça, magia, alquimia, ciências ocultas, especialmente quando no Asc. Indica também cerimônia e benevolência. Favorece as funções hepáticas. Impõe duras provas à pessoa. Esta é a Estrela de Magalhães, a mais brilhante da constelação Cruzeiro do Sul (Acrux, Gacrux, Mimosa, Pálida e Intrometida). Natureza Júpiter. Alfa (α Crucis). 

ALPHECCA, 2ª, 11°57’, 26°57’N: Indica capacidade e sensibilidade artísticas e poéticas, além de realizações em negócios. Indica enfermidades e envenenamentos causados por excessos alimentares ou bebidas. Natureza Mercúrio, Vênus. Alfa (α Coronae Borealis). 

KIFFA ASTRAL, 2 – 8ª, 14°06’, 15°45’N: Indica fortuna e ambição elevada. É a Balança Sul. Tem uma natureza Marte, Júpiter. Alfa (α Librae). 

UNUKALHAI, 2 – 5ª, 21°05’, 06°38’N: Indica imoralidade, violências, acidentes e perigos por venenos, bem como doenças venéreas. Em aspecto com Mercúrio indica sagacidade, com Vênus ciúmes e com Saturno aptidões ou tendências para enfermagem. (O Coração da Serpente). Natureza Marte, Saturno. Alfa (α Serpentis). 

BUNGALA, 1ª, 28°37’, 60°33’S: Indica refinamento, cultura intelectual, amigos e em crianças pode provocar problemas respiratórios. Natureza Vênus, Júpiter. Alfa (α Centauri ou Centauro). 


SAGITÁRIO 

ANTARES, 1ª, 08°47’, 26°16’S (distância) (representa o Piauí): Pode indicar ambição pelo poder que causa a própria destruição, riqueza através de calamidades e pressentimentos a cerca de tragédias. Em aspecto com o Asc. indica riquezas e honras que não dão satisfações. Com o MC fortuna, às vezes, devido à falta de escrúpulos. Com a Lua indica pessoas fechadas e que escondem as suas intenções. Pode também indicar honras e posições elevadas. Esta estrela afeta a visão. Natureza Marte, Júpiter. Alfa (α Sco), Scorpii, Escorpião. 

RESTABAN, 2 – 8ª, 10°57’, 52°21’N: Indica enfermidades contraídas em lugares escuros ou em ambientes negativos. Em aspecto com o Asc. indica atos bruscos e violentos e com o MC. pode acarretar perdas monetárias. (Cabeça do Dragão). Natureza Marte, Saturno. Beta – Draconis. 

LESATH, 2 – 7ª, 23°13’, 37°14’S: Indica perigo por ácidos e venenos, bem como propensão a verminoses, ataques repentinos e traições. Natureza Mercúrio, Marte. Ypsilon ou Ípsilon (υ Sco), Scorpi, Escorpião. 

ACULEUS, 4 – 5ª, 23°48’, 38°38’S: Pode causar problemas de visão quando em conjunção com o Sol, a Lua, ou com planeta afligido pelos luminares. Natureza Lua, Marte. 6 M – Scorpi, Escorpião. 

ACUMEN, 3 – 4ª, 26°18’, 37°01’S: Exerce a mesma influência que a estrela Aculeus. Natureza Lua, Marte. 7 M – Scorpi, Escorpião. 


CAPRICÓRNIO 

POLIS, 4ª, 02°14’, 21°05’S: Favorece a equitação e os músculos. Em aspecto com o Asc. indica desejos que se realizam e com o MC. poder de dominar e guiar. Natureza Marte, Júpiter. Mu – Sagittari. 

PELAGUS, 2ª, 11°24’, 26°23’S: Indica sinceridade, otimismo e religiosidade. Favorece a agilidade dos pés. Em aspecto com o Asc. confere diplomacia e com Marte ou Júpiter afligidos indica acidentes nas extremidades do corpo. Natureza Mercúrio, Júpiter. Sigma – Sagittari. 

ASCELLA, 2 – 7ª, 12°40’, 29°59’S: Indica felicidade e fortuna. Natureza Mercúrio, Júpiter. Cseda – Sagittari.

MANUBRIUM, 4 – 5ª, 14°01’, 21°50’S: Indica confiança e coragem, bem como problemas de vista causados por explosões ou incêndios. Natureza Sol, Marte. Omicron – Sagittar 

VEGA, 1ª, 14°18’, 38°43’N: Indica idealismo, esperança, longevidade, doenças na velhice e escleroses. Em aspecto com o Sol, Lua, Vênus, Júpiter, Roda da Fortuna, e regente da II ou V casas, indica riquezas, ganhos por loteria ou jogos. Importante para médiuns, magos e bruxos. Natureza Mercúrio, Vênus. Lyra é uma constelação do hemisfério celestial norte (não é observada pelos que habitam abaixo do Equador). O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Lyræ. A Constelação de Lira tem como estrela principal a estrela Vega, a Alfa Lyriae. As constelações vizinhas são Cygnus, Draco, Hercules e Vulpecula. Alfa (α Lyrae). 

DENEB, 3ª, 18°50’, 13°45’N: Confere disposição para ginástica. Em aspecto com o Asc, indica benevolência; com o MC. indica altos postos de comando e com os significadores indica ganhos. natureza Marte, Júpiter. Cseda – Aquilae. 

TEREBELLUM, 6ª, 24°52’, 26°28’S: Pode provocar problemas de consciência ou escrúpulos, principalmente em assuntos financeiros, bem como problemas de reputação, e pode ainda a pessoa ser mercenária e repulsiva. Natureza Vênus, Saturno. Omegha (ω Sagittari). 


AQUÁRIO 

ALTAIR, 1ª, 00°47’, 08°40’N: Indica coragem, audácia, capacidade de comando, amigos de alta posição. Pode indicar também perigo por répteis. Em aspecto com o MC. propicia grandes honras. Natureza Marte, Júpiter. Alfa (α Aquilae). 

GIEDI, 3 – 7ª, 02°53’, 12°46’S: Indica sacrifícios e procura de estranhos sucessos na própria vida. Em aspecto com o Asc. indica confiança e com o MC. dignidades e reconhecimento póstumo. Com Saturno indica talento, e com a cúspide da casa IV ganhos por agricultura ou imóveis. Natureza Vênus, Marte. Alfa (α Capricorni). 

BOS, 1 – 5ª, 04°14’, 18°03’S: Indica inteligência penetrante. Natureza Vênus, Saturno. Ro – Capricorni.

ARMUS, 5ª, 11°47’, 20°08’S: Pode conferir instabilidade e imprudência, bem como tendências a ser perturbador ou querelante. Natureza Mercúrio, Marte. Eta – Capricorni. 

SUOLACIN, 3 – 9ª, 16°25’, 15°39’N: Quando na casa IV indica problemas por água e perigo de submersão. As pessoas verbalizam o que não sentem, isto é, suas palavras não estão de acordo com os seus sentimentos. Natureza Mercúrio. 

NASHIRA, 3 – 7ª, 20°48’, 16°59’S: Indica conflito com o mal, porém com êxito final e perigo por animais. Significa também o portador de boas notícias, o afortunado. Natureza Júpiter, Saturno. Ghama (γ Capricorni). 


PEIXES 

FOMALHAUT, 1ª, 02°51’, 30°00’S (distância): Favorece a transposição de um estado material para uma expressão espiritual. No Asc. indica celebridade e imortalidade; no MC. indica dignidades; em aspecto com a Lua inclina a assuntos secretos; e com Netuno confere capacidade de investigação. (A Estrela da boca do Peixe). Natureza Mercúrio, Vênus. Alfa (α Pisces). 

DENEB ADIGE, 1ª, 04°24’, 45°01’N: Indica natureza engenhosa, inteligência e predisposição a atitudes liberais. Esta estrela está ligada à legenda Rosa Cruz. Natureza Mercúrio, Vênus. Alfa (α Cygni). 

ACHARMAR, 1ª, 14°18’, 57°36’S: Indica sucessos em empregos públicos; espírito religioso; morte em paz e sem sofrimento. Em aspecto com o MC. indica respeito. Natureza Júpiter. Alfa (α Eridani). 

MARKAB, 2ª, 22°31’, 14°19’S: Indica perigo por fogo, armas ou eletricidade, dificuldade de cicatrização de feridas, e propensão à formação de pus. Em aspecto com Mercúrio confere boa memória. Natureza Mercúrio, Marte. Alfa (α Pegasi), Pegasus. 

SCHEAT, 2ª, 28°24’, 27°42’N: Pode indicar suicídio, assassinato, problemas de asfixia ou de submersão. Quando no Asc. indica falta de conhecimentos e perda de oportunidades. Natureza Mercúrio, Marte. Beta – Pegasi.

As posições longitudinais das Estrelas Fixas, que apresentamos, foram calculadas para o ano de 1930. Para que possamos melhor avaliar a influência das estrelas em um determinado horóscopo, precisamos “corrigir” a posição das mesmas. Sabemos que as Estrelas movimentam-se em média, 00°00’50” por ano.

As Estrelas Fixas - Parte 2

GÊMEOS 

ALDEBARAN, 1ª, 8°48’, 16°22’N (distância): Confere honra, eloquência, popularidade, coragem, responsabilidade principalmente para militares, homens públicos e os que desempenham profissões regidas por Marte. Em conjunção com Marte ou Saturno, indica violência ou morte violenta. Em aspecto com planeta maléfico, pode provocar problemas pulmonares e tensão nervosa. Rege as mãos e os dedos. Em conjunção com o MC. indica ainda promoções, fortunas e sorte através de mulheres. Natureza Marte. Alfa (α Tauri), Taurus.

RIGEL, 1ª, 15°46’, 8°13’N (distância): Confere natureza benevolente, promoção, riquezas, altas posições e honras. Quando no MC ou em conjunção com Júpiter indica promoção para militares ou eclesiásticos. Em aspecto com o Sol indica coragem. Com Mercúrio favorece aos estudos. Com Marte pode provocar rebelião e com a Lua indica enfermidades. Pode indicar também, hemorragias nasais. Natureza Marte, Júpiter. Beta – Orionis.

BELLATRIX, 1 – 6ª, 19°58’, 06°17’N: Indica tendência a questionar, falsificação e/ou falsificadores. É favorável aos militares, porém pode causar desastres; é desfavorável para mulheres. Pode indicar enfermidades causadas por micróbios, a pessoa é vítima de verminoses. Em conjunção com o Sol ou com a Lua, pode causar cegueira. Significa uma mulher guerreira, aquela que vem rápido. Natureza Mercúrio, Marte. Ghama (γ Orionis).

CAPELLA, 1ª, 20°52’, 45°55’S: Indica timidez, vacilação, viagens ao desconhecido, como também problemas de pele por falta de higiene. Em aspecto com Urano, pode indicar cérebro superexcitado. Culminando, indica honras militares ou eclesiásticas. Necessidade de saber se conduzir. Representa o Carro no Tarôt. Natureza Mercúrio, Marte. Alfa (α Aurigae).

ALNILAN, 1 – 6ª, 22°29’, 01°14’S: Confere honras públicas. Em conjunção com a cúspide da casa III, indica escritor com honras. Quando situada na I, VIII ou X casas, pode indicar falta de harmonia. Natureza Júpiter, Saturno. Epson – Orionis.

POLARIS (ou POLAR), 1, 9ª, 27°36’, 88°55’N: Favorece os tratamentos de vista e curas. Em aspecto com o MC, indica heranças que causam problemas. Natureza Vênus, Saturno. Alfa (α Ursa Minor), Ursa Menor.

BETELGEUSE, 1ª, 27°46’, 07°23’N: Favorece aos militares. Quando localizada nas casas II, V ou VIII, confere riquezas. Em aspecto com Mercúrio indica estudos. Com Vênus gosto por joias. Com Júpiter habilidade comercial e com Saturno indica traição aos amigos. Natureza Mercúrio, Marte. Alfa (α Orionis).

MENKALINAN, 1 – 8ª, 28°56’, 44°56’N: Em aspecto com o Asc. indica controle de si mesmo e com o MC, indica perda de posses ou bens adquiridos. Natureza Mercúrio, Marte. Beta – Aurigae. 


CÂNCER 

ALHENA, 1 – 8ª, 07°07’, 16°34’S: Indica elevação pelas artes, amor ao luxo e ao prazer, bem como acidentes e problemas nos pés, principalmente na velhice. Em mau aspecto com Netuno, pode provocar problemas domésticos. A ferida do tendão de Aquiles. Natureza Mercúrio, Vênus. Ghama (γ Geminorun).

SIRIUS ou SÍRIO, 1ª, 13°09’, 16°34’S (representa Mato Grosso): Confere renome, altos cargos, fortunas em grandes empresas, principalmente quando no MC; ganhos pelo casamento, ganhos seguros e lentos; caráter violento e impetuoso, petulância, orgulho dos próprios atos. Indica problemas com ar viciado e sujeição a mordidas de cachorros. Sirius significa: abrasante. Natureza Marte, Júpiter. Alfa (α CMa) – Canis Maioris ou Canis Majoris, constelação Cão Maior.

CANOPUS, 1ª, 14°00’, 52°39’S (representa Goiás): Favorece as viagens e os trabalhos educacionais. Indica conservadorismo, bem como mordeduras de serpentes e picaduras de aranhas. Natureza Júpiter, Saturno. Alfa (α) – Argus, Carinae, Carina.

WASAT, 3ª, 17°32’, 22°07’N: Indica perigo por venenos, gases e produtos químicos. Natureza Saturno. Dhelta (δ Geminorun).

CASTOR, 2ª, 19°16’, 32°02’N: Confere distinção, inteligência e sucesso em publicações. Em aspecto com o Asc., indica desejo de fazer-se notado e com o MC., indica domínio sobre um grupo. Natureza Mercúrio. Alfa (α Geminorun).

POLLUX, 1ª, 22°16’, 28°11’N: Indica defesa pessoal, astúcia e audácia, um juiz impetuoso e uma super agressividade na defesa. Natureza Marte. Beta – Geminorun.

PROCYON ou PRÓCION, 1ª, 24°51’, 05°24’N (representa o Amazonas): Indica elevação e altas posições pelo próprio esforço, fidelidade aos amigos, prejuízo ou descrédito por trapaças próprias. Dá propensão a mordeduras por cães, sede excessiva e hidrofobia. Em aspecto com o Asc. pode indicar irascibilidade, premonições. (Antes do cão). Natureza Mercúrio, Marte. Alfa (α CMi – Canis Minoris), constelação Cão Menor. 


LEÃO 

ASCELI, 4 – 7ª, 06°00’, 21°48’N: Indica problemas de visão. Natureza Sol, Marte. Ghama (γ Cancri).

ALGENIBI, 1 – 3ª, 19°43’, 24°05’N: Em aspecto com o MC, indica fanfarronice e com o Asc., indica personalidade fria. Natureza marte, Saturno. Epson – Leonis.

ALPHARD, 2ª, 26°19’, 08°23’S (representa Mato Grosso do Sul): Indica sabedoria e gosto artístico; falta de controle e rebeldia; paixões fortes ou secretas; perigo por submersão e asfixia. Em aspecto com Vênus, indica forte paixão pela família. Natureza Vênus, Saturno. Alfa (α Hya), Hydrae ou Hidrae, constelação Hidra Fêmea.

REGULUS, 1 – 2ª, 28°52’, 12°18’N (distância): Indica honras militares, generosidade, independência, força de espírito e coragem. Também indica violência e destruição. Em conjunção com o Sol, Lua ou Júpiter confere honras e fortuna. (O coração do Leão). Natureza Marte, Júpiter. Alfa (α Leonis). 


VIRGEM 

ZOSMA, 2ª, 10°19’, 20°54’N: Inclina a melancolia, egocentrismo e medo de ser envenenado. Zosma quer dizer: “faixa que se coloca na cintura”. Natureza Vênus, Saturno. Dhelta (δ Leonis).

DENEBOLA, 2ª, 20°39’, 14°57’N: Inclina a juízos precipitados, intromissão em assuntos alheios e pode causar infortúnio por elementos da natureza. ( O Senhor que vem). Natureza Vênus, Saturno. Beta – Leonis.

COPULA, nebulosa, 24°13’, 42°21’N: Indica obstáculos e contrariedades, bem como olhos defeituosos. Natureza Lua, Vênus. M - Canun Venaticorum.

LABRUM, 3 – 8ª, 25°44’, 14°24’S: Confere dons psíquicos e espirituais, idealismo, salvação, principalmente quando em bom aspecto com o Asc. ou com Vênus. Esta associada ao Santo Graal. natureza Mercúrio, Vênus. Dhelta (δ Crater).

MARKEB, 2 – 5ª, 28°15’, 54°42’N: Indica viagens proveitosas ou residência no exterior, principalmente em aspecto com o MC. Quando em aspecto com o Asc., indica interesses especiais em trabalhos ou aquisição de conhecimentos. Tem uma natureza Júpiter, Saturno. Kappa – Argus. 


LIBRA 

VINDEMIATRIX, 2 – 8ª, 08°58’, 11°19’N: Em aspecto com o Asc. indica vida faustosa e com o MC. indica viuvez. Natureza Mercúrio, Saturno. Epson – Virginis.

SPICA ou ESPIGA, 1ª, 22°52’, 10°48’S (representa o Pará): Confere talento para escultura, agricultura, culinária e ciências. Em aspecto com o Asc. indica felicidade e com o MC indica honras. Favorece a saúde. Natureza Vênus, Marte. Alfa (α Virginis), constelação Virgem.

ARCTURUS, 1ª, 23°15’, 19°33’N: Confere integridade, sinceridade, perseverança, prosperidade pelo trabalho ou por viagens. Em aspecto com o Asc. indica ganhos pela loteria e com o MC. indica altos cargos. Em aspecto com Saturno pode indicar problemas nos rins e na bexiga. (O vigilante do Urso). Natureza Marte, Júpiter. Alfa (α Bootis).

Continua...

As Estrelas Fixas - Parte 1



“Sentinelas prontas para executar as ordens do Senhor...”

As estrelas fixas encontram-se à enorme distância da Terra, e por este motivo, parecem estar sempre no mesmo lugar do firmamento; daí o seu nome. Mas, seu movimento médio é de 0° 0’ 50” (zero grau, zero minuto e cinquenta segundos de arco) por ano.

São conhecidas cerca de 20.000 estrelas em nossa Galáxia; contudo, apenas cerca de 5.000/6.000 são visíveis a olho nu (que são as estrelas de 1ª até 7ª grandezas).

A distância, em astronomia, é medida em “anos-luz”, ou seja, a distância que a luz percorre em um ano terrestre. Sabendo-se que a luz percorre 300.000 km/seg, (trezentos mil quilômetros por segundo), um ano-luz equivale a 9.460.800.000.000 (nove trilhões, quatrocentos e sessenta bilhões e oitocentos milhões de quilômetros).

Damos, como curiosidade, a distância de algumas estrelas em relação à Terra:

Estrela Rigel: 500 anos-luz
Estrela Antares: 390 anos-luz
Estrela Regulus: 67 anos-luz
Estrela Rigil Centaurus: 4,4 anos-luz

Os persas (300 a.C.) denominavam de vigias do céu as seguintes estrelas:

Aldebaran - A vigia do Leste;
Regulos - A vigia do Norte;
Antares - A vigia do Oeste;
Fornalhaut - A vigia do Sul.

Assinalavam o ponto ou o momento correto para o Equinócio de Primavera, o Solstício de Verão, o Equinócio de Outono e o Solstício de Inverno. 

Os efeitos das estrelas fixas dependem de sua grandeza aparente, sua posição celeste e seu estado geral do horóscopo. Tais efeitos são mais fortes (ou mais acentuados) em um horóscopo, quando:

  • Está em conjunção ou paralelo com o Sol, a Lua, o Asc. e o MC. 
  • Está em conjunção ou paralelo com planetas angulares (ou seja, nas casas I, X, VII e IV, pela ordem de importância). 
  • Está em conjunção ou paralelo com as cúspides das casas angulares. 
  • Estão situadas em casas angulares. 
  • E em conjunção ou paralelo com qualquer planeta, em qualquer ponto do horóscopo.
Via de regra, estrelas benéficas em aspecto com planeta benéfico, aumentam o “benefício”. Por sua vez, estrelas maléficas com aspecto com planeta maléfico, agravam ou acentuam o “malefício”. 
Para melhor avaliação dos efeitos das estrelas fixas, levamos em consideração os aspectos de conjunção, paralelo e oposição, dentro da seguinte tabela de aspectos e órbitas:



Órbitas de Tolerância
Grandesa / Magnitude conjunção paralelo oposição
Primeira
Segunda
Terceira
Quarta
Quinta
Nebulosas


No significado intrínseco e na identificação das estrelas fixas, seguimos os seguintes itens: 
  • Nome da estrela;
  • Grandeza;
  • Grau e minuto de sua localização, ou seja, seu signo;
  • Grau e minuto de sua declinação.
Por exemplo: Alpherat, 2ª, 13°20’ de Áries, 28°42’N quer dizer: A estrela Alpherat que é de segunda grandeza; está a treze graus e vinte minutos de Áries e a vinte e oito graus e quarenta e dois minutos de declinação norte. 


ÁRIES

DIFDA, 2ª, 1°35’, 18°22’S: Pode provocar enfermidades e destruição própria. Mudanças forçadas. A Calda da Baleia. Tem uma natureza saturnina. Beta – Ceti. 

ALGENIB, 3ª, 8°11’, 14°17’N: Indica mendicância profissional e problemas financeiros, além de puberdade precoce. Quando em aspecto com Vênus e ou Júpiter favorece as finanças. Em aspecto com planetas maléficos, indica desfavorabilidade em assuntos financeiros. Tem uma natureza Marte, Mercúrio. O que eleva. Representa o Mago do Tarôt. Alfa (α Pegasi), Pegasus.

ALPHERAT, 2ª, 13°20’, 28°42’N: Indica riquezas, honras, independência, intelecto agudo, gosot por animais. Acentua as qualidades do planeta com que faz aspecto. Tem uma natureza Júpiter, Vênus. A cabeça de Andromena. Alfa (α Andromedae).

BATEN-KAITOS, 3 – 5ª, 20°58’, 10°41’S: Indica mudanças e emigração forçada, acidentes, naufrágios seguidos de salvamento. Tem uma natureza saturnina. A barriga da baleia. Zeta – Ceti.

VERTEX, nebulosa, 26°53’, 40°56’N: Possibilidade de debilidade ocular e se estiver em aspecto com Marte pode indicar cirurgia ocular. Possibilidade de morte violenta. Tem uma natureza Lua, Marte. M – Andromedae. 

MIRACH, 1 – 2ª, 29°26’, 35°15’N: Confere beleza, amor ao lar, devoção e perdão, indica pessoa prestativa e bom matrimônio. Quando em aspecto com o MC, indica ganhos pelo matrimônio, em aspecto com planetas maléficos, pode provocar problemas com o sexo oposto. Tem uma natureza venusiana.


TOURO

SCHERATAN, 2 – 7ª, 2°59’, 20°27’N: Pode causar acidentes, quedas, ferimentos, destruição e perdas por guerras, incêndios ou catástrofes públicas. Natureza Marte, Saturno. Beta – Arietis. 

HAMAL, 2ª, 6°41’, 23°07’N: Pode indicar violência, crueldade e crime premeditado, sequestro e furtos. Natureza Marte, Saturno. Alfa (α Arietis). 

ALMACH, 1 – 2ª, 13°15’, 41°59’N: Confere elevação, capacidade artística e gosto pelo luxo. Natureza Vênus. Ghama (γ Andromedae).
MENKAB, 2 – 5ª, 13°20’, 3°48’N: Pode indicar ferimentos por animais. Em aspecto com o Asc., pode indicar medo de animais. Natureza Saturno. Alfa (α Ceti). 

ALGOOL, 2ª, 25°12’, 40°40’N: Pode indicar morte pela justiça, decapitação, a pessoa pode praticar ou sofrer violências. Em conjunção com o Sol, com a Lua, com o Asc. e ou regente da casa VIII, pode indicar morte violenta. Em aspecto com o MC. ou Vênus, pode indicar ruína provocada por mulheres. A cabeça do demônio. Natureza Saturno, Netuno, Plutão e Marte. Beta – Persei. 

ALCION (As Plêiades), 3ª, 29°09’, 23°55’N: Confere natureza fortemente amorosa, favorece as funções governamentais. Pode indicar ainda renome de pouca duração, ambição e problemas de visão. Em conjunção com Saturno, pode causar morte por desabamentos. Natureza Lua, Marte. Eta – Tauri.


GÊMEOS

ALDEBARAN, 1ª, 8°48’, 16°22’N (distância): Confere honra, eloquência, popularidade, coragem, responsabilidade principalmente para militares, homens públicos e os que desempenham profissões regidas por Marte. Em conjunção com Marte ou Saturno, indica violência ou morte violenta. Em aspecto com planeta maléfico, pode provocar problemas pulmonares e tensão nervosa. Rege as mãos e os dedos. Em conjunção com o MC. indica ainda promoções, fortunas e sorte através de mulheres. Natureza Marte. Alfa (α Tauri), Taurus. 

RIGEL, 1ª, 15°46’, 8°13’N (distância): Confere natureza benevolente, promoção, riquezas, altas posições e honras. Quando no MC ou em conjunção com Júpiter indica promoção para militares ou eclesiásticos. Em aspecto com o Sol indica coragem. Com Mercúrio favorece aos estudos. Com Marte pode provocar rebelião e com a Lua indica enfermidades. Pode indicar também, hemorragias nasais. Natureza Marte, Júpiter. Beta – Orionis. 

BELLATRIX, 1 – 6ª, 19°58’, 06°17’N: Indica tendência a questionar, falsificação e/ou falsificadores. É favorável aos militares, porém pode causar desastres; é desfavorável para mulheres. Pode indicar enfermidades causadas por micróbios, a pessoa é vítima de verminoses. Em conjunção com o Sol ou com a Lua, pode causar cegueira. Significa uma mulher guerreira, aquela que vem rápido. Natureza Mercúrio, Marte. Ghama (γ Orionis). 

CAPELLA, 1ª, 20°52’, 45°55’S: Indica timidez, vacilação, viagens ao desconhecido, como também problemas de pele por falta de higiene. Em aspecto com Urano, pode indicar cérebro superexcitado. Culminando, indica honras militares ou eclesiásticas. Necessidade de saber se conduzir. Representa o Carro no Tarôt. Natureza Mercúrio, Marte. Alfa (α Aurigae). 

ALNILAN, 1 – 6ª, 22°29’, 01°14’S: Confere honras públicas. Em conjunção com a cúspide da casa III, indica escritor com honras. Quando situada na I, VIII ou X casas, pode indicar falta de harmonia. Natureza Júpiter, Saturno. Epson – Orionis. 

POLARIS (ou POLAR), 1, 9ª, 27°36’, 88°55’N: Favorece os tratamentos de vista e cura-as. Em aspecto com o MC, indica heranças que causam problemas. Natureza Vênus, Saturno. Alfa (α Ursa Minor), Ursa Menor. 

BETELGEUSE, 1ª, 27°46’, 07°23’N: Favorece aos militares. Quando localizada nas casas II, V ou VIII, confere riquezas. Em aspecto com Mercúrio indica estudos. Com Vênus gosto por joias. Com Júpiter habilidade comercial e com Saturno indica traição aos amigos. Natureza Mercúrio, Marte. Alfa (α Orionis). 

MENKALINAN, 1 – 8ª, 28°56’, 44°56’N: Em aspecto com o Asc. indica controle de si mesmo e com o MC, indica perda de posses ou bens adquiridos. Natureza Mercúrio, Marte. Beta – Aurigae.


Continua... 

O Beijo de cada Signo


Para falarmos de beijo, ou de qualquer característica de comportamento ou personalidade, é sempre importante levar em consideração todo o nosso Mapa Astrológico. Entretanto, o Signo Solar fala do tipo de calor que emitimos, de nossa essência ativa, e, portanto, matiza todos os demais componentes do mapa.

Como o beijo é uma manifestação de afetividade e/ou sexualidade, os fatores do Mapa que estão relacionados ao beijo, além do Signo Solar, são: os posicionamentos de Marte e Vênus por signos, as linhas de Aspectos e as Casas Solares, além dos componentes da Casa 8 e, em menor grau, das Casas 2 e 5.

Apesar de existir um jeito bem mais prático e gostoso de descobrir como é o tipo de beijo do que fazendo o Mapa Astrológico, segue um breve descritivo com as principais características do beijo de cada Signo. Se além do seu Signo Solar você conhece também os seus signos de Vênus e Marte (Veja aqui no seu Mapa do Céu), você também pode ler as características desses signos e ir montando um panorama mais completo sobre a forma que você beija, ou é beijado. 


ELEMENTO FOGO

Os beijos do elemento fogo - Áries, Leão e Sagitário, têm em comum a característica da passionalidade.
  • Áries
Elemento: Fogo

Modo: Cardinal

Regente: Marte

Impulsivo, energético, impetuoso e um tanto agressivo. E como tudo na vida de um ariano, o beijo também pode ser encarado como uma competição.
  • Leão
Elemento: Fogo

Modo: Fixo

Regente: Sol

Para os leoninos tudo tem que ser grandioso, dramático e apoteótico, e com o beijo não é diferente. Prepare-se para fortes emoções.
  • Sagitário
Elemento: Fogo

Modo: Mutável

Regente: Júpiter

Espontâneo e com sabor de aventura. Sagitarianos são exagerados e a vida acontece em superlativo - assim como o seu beijo.


ELEMENTO TERRA

Os beijos do elemento terra - Touro, Virgem e Capricórnio, têm em comum a característica da sensualidade.
  • Touro
Elemento: Terra

Modo: Fixo

Regente: Vênus

É o beijo longo, amoroso e molhado, acompanhado de abraços e carinhos. Pode demorar um pouquinho a engrenar, mas depois parece que nunca terá fim.
  • Virgem
Elemento: Terra

Modo: Mutável

Regente: Mercúrio

O beijo tecnicamente perfeito, com muita provocação. Mas muitas vezes é tão estudado que pode parecer ensaiado demais.
  • Capricórnio
Elemento: Terra

Modo: Cardinal

Regente: Saturno

Lento, mas voraz. A obstinação típica de Capricórnio é refletida no sabor de seu beijo. O excesso de autocontrole pode tirar a espontâneidade do momento.


ELEMENTO AR

Os beijos do elemento ar - Gêmeos, Libra e Aquário, têm em comum a característica da leveza.
  • Gêmeos
Elemento: Ar

Modo: Mutável

Regente: Mercúrio

É aquele beijo que você nunca sabe o que esperar, pois Gêmeos adora experimentar e vai tentar um pouco de tudo. Mas às vezes o geminiano prefere conversar em vez de beijar!
  • Libra
Elemento: Ar

Modo: Cardinal

Regente: Vênus

Refinado, elegante, cheio de galanteios. Libra adora agradar ao outro, e com seu beijo não é diferente... tanto que, eventualmente, o beijo libriano será um reflexo do seu.
  • Aquário
Elemento: Ar

Modo: Fixo

Regentes: Urano, Saturno

Original e surpreendente. Tão elétrico que pode dar choque, porque Aquário não aguenta contato físico prolongado. Totalmente inconvencional!


ELEMENTO ÁGUA

Os beijos do elemento água - Câncer, Escorpião e Peixes, têm em comum a característica da entrega.
  • Câncer
Elemento: Água

Modo: Cardinal

Regente: Lua

Romântico, suave, emotivo. Câncer cuida do outro e deseja segurança, e às vezes um beijo representa muito mais que um beijo: é quase uma aliança de casamento.
  • Escorpião
Elemento: Água

Modo: Fixo

Regentes: Plutão, Marte

É um beijo intenso e magnético. Escorpião quer sempre controlar e dominar as situações, e quando beija não é nem um pouco diferente disso.
  • Peixes
Elemento: Água

Modo: Mutável

Regentes: Netuno, Júpiter

Cheio de fantasias, sensível, envolvente. É o beijo de cinema. A questão é que no imaginativo mundo pisciano, você nunca tem como prevêr de que gênero será esse filme.

Ordem de Cristo - A primeira bandeira hasteada no Brasil


A Ordem de Cristo é uma ordem religiosa e militar, criada no século XIV a partir da extinção da Ordem dos Cavaleiros Templários, e herdeira das propriedades e privilégios desta.

Antecedentes e Criação

Nos séculos XII e XIII, a Ordem dos Templários ajudou os portugueses nas batalhas contra os muçulmanos, recebendo como recompensa extensos domínios e poder político. Os castelos, igrejas e povoados prosperaram sob a sua proteção.

Em 1314, o papa Clemente V foi forçado a suprimir esta rica e poderosa ordem, tendo D. Dinis logrado transferir para a Ordem de Cristo as propriedades e privilégios dos Templários.

A Ordem de Cristo foi assim criada em Portugal como Ordo Militiae Jesu Christo pela bula Ad ae exquibus de 15 de março de 1319 pelo papa João XXII, sendo rei D. Dinis, pouco depois da extinção da Ordem do Templo." Tratava-se de refundar a Ordem do Templo que anterior bula papal de Clemente V havia condenado à extinção".

Diz a mesma obra: "Em Portugal, os bens dos Templários ficaram reservados por iniciativa do rei, transitando para a coroa entre 1309 e 1310, enquanto decorria o processo, não sem que o monarca rejeitasse o administrador nomeado por Clemente V - Estêvão de Lisboa.

Esses mesmos bens passaram totalmente para a nova congregação em 26 de novembro de 1319, sendo que o papa concedera a exceção aos reis de Castela e Leão, Aragão e Portugal, que se coligaram para contrariar a execução da medida que ordenava a sua transferência para a Ordem do Hospital".

A nova Ordem surgia, assim como uma reforma dos Templários. Tudo mudou, para ficar mais ou menos na mesma. O hábito era o mesmo, a insígnia também, com uma ligeira alteração, e os bens, transmitidos pelo monarca, correspondiam aos bens templários. "Foi-lhe dada a regra cisterciense", continua a mesma Obra, "e nomeado mestre D. Gil Martins, igualmente mestre da Ordem de Avis", que adotara a regra cisterciense, com a determinação de que os novos monges elegessem seu próprio mestre, depois da morte daquele.

O superior espiritual da Ordem de Cristo era o abade de Alcobaça. Foi-lhe concedida como sede o castelo de Castro Marim; mas em 1357 já a sede tinha sido instalada em Tomar, anterior sede templária.

As Viagens Marítimas

A 11 de junho de 1421, um capítulo reunido em Tomar adotou como regra da Ordem de Cristo a da Ordem de Calatrava, o que resolvia quaisquer pendências de natureza espiritual e de obediência, mantendo-se na esfera da cavalaria.

O cargo de mestre passara após 1417 a ser exercido por membros da Casa Real, que se passaram a nomear
administradores e governadores por nomeação papal.

O primeiro foi o infante D. Henrique, "que a encaminhou para o que parecia ser sua missão inicial, a de conquista da Ásia, através das viagens marítimas, que a própria ordem financiou".

Os ideais da expansão cristã reacenderam-se no século XV quando seu Grão-Mestre, Infante D. Henrique, investiu os rendimentos da Ordem na exploração marítima. O emblema da ordem, a Cruz da Ordem de Cristo, adornava as velas das caravelas que exploravam os mares desconhecidos.

Presença da Cruz da Ordem de Cristo no Brasil

Bandeira de Cananéia
Bandeira Prefeitura de São Paulo
Brasão de São Sebastião
Brasão de Porto Alegre
Brasão de Angra dos Reis
Bandeira de Pelotas
Bandeira de São Vicente
Brasão de Praia Grande
Brasão de Florianópolis
Brasão de Paranaguá 
Brasão de Cajamar
Brasão de Louveira
Brasão de Barueri

Os Templários - Os Guerreiros Cristãos - Parte 4

Dom Diniz

A Queda 

Um desastre como a perda da Terra Santa costuma ser a deixa para buscar um bode expiratório, e boa parte dos dedos da Europa se puseram a apontar para os templários e hospitalários. A falta de obediência, a rivalidade entre elas e até uma suposta falta de coragem foram duramente criticadas, e muitos intelectuais e religiosos propunham que elas fossem fundidas, ou então dissolvidas para que se criasse uma nova ordem. Os templários, liderados por um novo grão-mestre, Jacques de Molay, resistiram a essas medidas. E, por algum tempo, o papado ficou do lado deles, ajudando mesmo a arrecadar novos fundos para combates no Oriente.

Na época, a França era o reino mais poderoso da Europa, e seu soberano, Filipe, o Belo, tinha seus próprios planos para o papado e os templários. Sua influência sobre a Igreja levou à eleição de um francês, Clemente 5º, como papa em 1305. 

Clemente nem chegou a ir para Roma, passando toda a sua carreira na França. Logo ficou claro que Filipe exercia pressão para garantir seus interesses.

Um dos projetos do rei era unir as ordens, de preferência transformando a si mesmo em grão-mestre, e assim liderar uma nova cruzada para retomar Jerusalém. O plano não foi em frente e Filipe decidiu tomar medidas drásticas: em 1307, ordenou secretamente a prisão de todos os 15 mil templários da França. As razões exatas para que resolvesse acabar com o Templo não são muito claras, mas tudo indica que ele desejava tomar posse das consideráveis propriedades deles e talvez visse as derrotas da Terra Santa como uma deixa propícia para atacar.

O próprio Jacques de Molay foi preso dias depois de ajudar a carregar o caixão da cunhada do rei. Para ter uma idéia da ingenuidade do chefe templário, ele tinha pedido ao papa, no mesmo ano, que investigasse alguns boatos caluniosos contra os templários - pelo o que podemos concluir, já era a campanha difamatória de Filipe em ação. A acusação oficial era previsível: heresia.

Crimes "horríveis de contemplar, terríveis de ouvir, uma obra abominável, uma desgraça detestável, uma coisa inumana, na verdade desprezada por toda a humanidade", diz a ordem de prisão.

A linguagem deixa claro que tudo não passava de perseguição política. Era uma receita prática para se livrar de gente incômoda. Tanto é assim que as acusações - renegar Cristo e cuspir em suas imagens, praticar sodomia ritual e adorar um misterioso ídolo de 3 cabeças ou com forma de gato ou bode chamado Baphomet - aparecem, com poucas mudanças, em todos os outros processos contra heréticos da época. Quase nenhum historiador vê traços de verdade nessas histórias.

Há quem suponha que Baphomet fosse, na verdade, a relíquia de algum santo, ou que a negação de Cristo fosse parte de técnicas templárias para escapar com vida das prisões muçulmanas fingindo ter se convertido, mas a história da ordem não parece apoiar essas especulações.

O fato é que até o papa Clemente 5° criticou as prisões arbitrárias. Um processo papal foi instalado para averiguar as acusações - muitos templários confessaram sua culpa induzidos por tortura e depois voltaram atrás diante dos enviados de Clemente. A idéia foi corajosa, mas resultou na morte de 54 mortes da ordem: segundo as regras da Inquisição, hereges confessos que voltassem atrás deveriam ser imediatamente executados. Jacques de Molay, que era analfabeto e pelo visto não muito estrategista, disse que não tinha estudo suficiente para servir de advogado da ordem. ficou à espera de que o papa o salvasse.

A investigação papal em toda a Eurpa achou pouquíssimas provas de heresia. Mas a pressão de Filipe continuava, e Clemente 5º acabou concordando com a dissolução da ordem em 1311. O rei conseguiu alguns bens dos templários, mas de forma clandestina: a decisão do papa foi legá-los aos hospitlários, enquanto os ex-cavaleiros entravam para mosteiros de outras ordens ou se tornavam mercenários.

Mesmo extintos, os templários ainda dariam origem a mais uma lenda: a de que a perseguição apenas fez os membros mais importantes sair de cena e continuar a promover seus interesses místicos em segredo. Para isso, teriam se ligado ao Priorado de Sião, uma ordem que permaneceria até hoje e que teria tido, entre seus líderes, o pintor Leonardo Da Vinci e o físico Isaac Newton.

O grupo guardaria os principais segredos da origem do cristianismo, como o Graal e a linhagem de supostos descendentes de Jesus e Maria Madalena. A história, divulgada em livros como O Código da Vinci, é uma das principais rsponsáveis pelo renascimento do interesse nos templários. O problema é que documentos que provem a existência do Priorado de Sião são raríssimos, e os que os ligam aos templários, inexistentes. Para os pesquisadores, nada disso faz sentido, mas a dúvida ainda continua, seduzindo até os mais céticos em muitos pontos dessa história.

[Nota: "Todo louco mais cedo ou mais tarde acaba vindo com essa dos templários. Há também loucos sem templários, mas os de templários são mais traiçoeiros", diz um dos personagens do romance O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco. 

Tantas obras com tão poucas pesquisas foram escritas sobre esses cavaleiros nos últimos 250 anos que quase se tem a impressão e que toda a conspiração precisa de alguma forma envolver a ordem. A maçonaria, por exemplo, teria se originado de mestres pedreiros que aprenderam com os templários as técnicas secretas que guiaram a construção do Templo de Salomão.

Os supostos rituais heréticos em torno de Baphomet seriam, na verdade, a adoração da cabeça embalsamada de Jesus Cristo. A lista não tem fim, mas até onde os historiadores puderam pesquisar, não há nenhuma evidência confiável nessas teorias.

Mas por que, justamente os templários despertariam tantas lendas? Um dos fatores que deve ter estimulado é a paixão dos escritores românticos do século 19 por coisas medievais, pois os mitos, na verdade, se originaram nessa época.

Outro fator é a falta de fontes sobre os anos iniciais dos templários. Isso dá aos criadores de lendas muito espaço para trabalhar. O fim a ordem também não ajudou: várias da acusações falsas feitas a eles por Filipe, o Belo, acabaram reforçando a idéia de que os cavaleiros seguiam algum tipo de culto místico pré-cristão. E a lenda permanece até hoje...]

O fim dos templários, no entanto, não foi desprovido de mistério. Na cadeia, Jacques de Molay e seu companheiro Geoffroy de Charney tiveram um último gesto de coragem: renegaram sua confissão de heresia. E, numa pequena ilha do rio Sena, os dois pereceram na fogueira em 1314. Reza a lenda que Jacques de Molay convocou o rei e o papa a comparecer diante do tribunal de Deus antes que o ano terminasse. Pelo visto, praga de templário pega: Filipe o Belo, e Clemente 5º morreram antes de 1314 findasse.

[Nota: A perseguição não atingiu da mesma maneira os templários de toda a Europa. Fora da França, a tortura foi menos usada para extrair confissões dos cavaleiros. Por isso, pode-se supor que foi com a honra intacta que alguns deles ingressaram na nova ordem criada por Dom Dinis, rei de Portugal, em 1318: A Ordem de Cristo.

Na verdade, não há consenso entre os historiadores sobre a composição da nova confraria: para alguns, os templários portugueses (presentes no país desde os tempos de Hugo de Payns) teriam trocado de nome. De qualquer maneira, a Ordem de Cristo herdou todas as propriedades e fortalezas de sua antecessora, assim como os votos de pobreza, castidade e obediência (ao rei de Portugal).

Ao longo do século seguinte, os consideráveis recursos militares e econômicos da ordem, que passou a ser comandada pelo infante (príncipe) Dom Henrique, foram direcionados para a expansão marítima portuguesa, que estava ganhando impulso.

A Ordem de Cristo ganharia soberenia sobre os territórios que conquistasse na África, bem como direito a 5% do valor das mercadorias vinda da região.

Novas mudanças liberavam os cavaleiros de seu voto de castidade e pobreza, permitindo que navegadores como Pedro Álvares Cabral e Vasco da Gama se tornassem membros da Ordem de Cristo.

Os navios que aportaram no Brasil pela primeira vez traziam em suas velas o emblema da confraria, aparentemente uma versão modificada da antiga cruz templária.] 

Referências Bibliográficas

Os Templários, de Piers Paul Read , ed. Imago, 2000

Templários - Os Cavaleiros de Deus, de Alain Demurger, ed. Jorge Zahar, 2002

História Ilustrada das Cruzadas - W.B.Bartlett, Ediouro, 2003

Carta de São Bernardo ao Fundador dos Templários - faculty.smu.edu/bwheeler/chivalry/bernard.html

deos-Documentários





 

Os Templários - Os Guerreiros Cristãos - Parte 3


Apogeu e Declínio 

"A partir de 1150, o progresso da Ordem é claro", diz Knox. Para o historiador, a ordem tinha uma vantagem na desorganização que era a Terra Santa na época: ao contrário das grandes famílias de nobres, a morte individual de membros ou herdeiros era incapaz de destruí-la, e as batalhas vencidas não traziam reputação para um único membro, mas para toda a confraria.

São vantagens aliás, compartilhadas pelo outro grupo de monges-guerreiros da época, os hospitalários, com os quais os templários tinham de conviver na Palestina e o Ocidente. O grupo surgiu algumas décadas antes do Templo e seus propósitos iniciais eram, como o nome indica, dar assistência médica e espiritual aos peregrinos que chegavam a Jerusalém. Com o problema da insegurança, porém, ela passou a oferecer também outro serviço: escolta pelos caminhos da Palestina.

De forma parecida com o Templo, foi ganhando controle de fortalezas e castelos. Não é à toa que as duas ordens tenham sido rivais e batido cabeça de vez em quando. 

O dia-a-dia dos templários, a julgar pela regra da ordem, não era muito diferente do de qualquer outro monge. As normas eram duras. Havia dezenas de orações a serem pronunciadas diariamente, e datas semanais e anuais de abstinência de carne ou jejum total. Era proibido fazer a barba, caçar (leões eram permitidos), possuir mais de 3 cavalos (o grão-mestre podia ter 4) e, principalmente, ter qualquer contato com mulheres.

A paranóia em relação ao sexo feminino é típica da Idade Média, mas a regra templária era extremamente rígida. Eis o que diz: " A companhia de mulheres é uma coisa perigosa, pois por causa dela o velho Diabo tem desviado muitos do reto caminho do paraíso." E ainda especificava as mulheres que não se devia beijar: "Viúva, moça, mãe, irmã tia ou outra qualquer". 

Os domitórios tinham de ficar sempre iluminados de dia ou de noite e era preciso dormir de calças e botas - supostamente para que os cavaleiros estivessem sempre prontos para sair à luta.

Em batalha, os templários eram sempre os primeiros a avançar e os últimos a recuar, e a ordem normalmente não pagava resgates caso um de seus homens fosse capturado. Na prática, isso significava que sempre uma sentença de morte para o cavaleiro aprisionado. As punições para quem fizesse algo errado em batalha eram severas: ser açoitado, posto a ferros ou obrigado a comer comida do chão, feito cachorro. Os detalhes da ordem não podiam ser comentados fora do mosteiro: ela gostava de manter segredo sobre seus planos, o que deu munição, mais tarde, para que seus inimigos afirmassem que ela praticava rituais sinistro ou imorais.

A prosperidade da ordem fez os templários se afastar da missão inicial: proteger os peregrinos. Ao lado dos hospitalários, os cavaleiros do Templo se tornaram a espinha dorsal do Exército do Reino de Jerusalém. No Ocidente, a ordem virou o protótipo dos bancos atuais, emprestando seus consideráveis bens a juros. 

[Nota: Nos primórdios dos bancos europeus - quando a expressão "fazer um depósito" significava literalmente depositar metais preciosos, cereais ou até escravos numa instalação segura pra que eles fossem guardados -, os templários desempenhavam papel fundamental para a economia do Ocidente e da Terra Santa. é difícil saber exatamente como eles acabaram abraçando esse negócio, embora a própria natureza da ordem favorecesse esse caminho, de certa forma.

"Assim como aconteceu em outra épocas em cidades como Veneza e Gênova, estar dividido entre dois centros econômicos parece levar de forma bastante natural à necessidade de desenvolver mecanismos para transferir grandes quantidades de dinheiro entre um lugar e outro", diz Ellis, "Skip" Knox, da Universidade de Boise, EUA.

Os serviços oferecidos pela ordem eram variados e, segundo a reputação deles na época, confiáveis. Um nobre que fizesse uma doação em dinheiro ou terra para os templários podia estipular, por exemplo, que a quantia ou o imóvel devia ser utilizado para prover o sustento de sua esposa e filhos quando ele morresse.

Quem depositasse bens numa casa templária do Ocidente e rumasse para a Terra Santa tinha o direito de retirar quantias equivalentes quando chegasse lá. E, por quase sempre dispor de somas substanciais de dinheiro vivo, a ordem estava em posição privilegiada de realizar empréstimos, criando uma clientela fiel entre a alta nobreza e o clero. Um detalhe interessante é que os empréstimos, claro, eram feitos a juros - prática condenada oficialmente pela igreja da época.] 

A nova situação da ordem atraiu críticas. Muita gente começou a achar estranho que sujeitos auto-nominados de "pobres cavaleiros de Cristo" fossem donos de cerca de 9 mil propriedades na Europa e Palestina. Já os soberanos de Jerusalém, depois de perceber que precisavam negociar com os muçulmanos se quisessem permanece na região, reclamavam da desobediência e da teimosia dos templários. 

"Intolerantes? Com certeza, embora até os templários estivessem dispostos a lutar ao lado de mulçulmanos se um perigo maior estivesse presente. Teimosos? Sim, e eram famosos por isso. Temerários? Bem, sim, mas muitos outros cavaleiros também o eram. As pessoas da época, inclusive os muçulmanos, chamavam isso de bravura", diz Knox. 

O fato é que as supostas falhas de caráter dos templários não foram tão importantes enquanto o reino de Jerusalém estava bem politicamente. A situação, porém, foi se alterando ao longo dos anos de 1170, com a chegada ao poder do líder muçulmano Saladino. Ele conseguiu trazer para o seu controle tanto a Síria quanto o Egito, deixando as terras cruzadas, na prática, cercadas por um único império.

O estopim para a guerra total veio quando uma força liderada pelo filho de Saladino pediu permissão para atravessar pacificamente a Galiléia e o senhor da região, Raimundo de Trípoli, a concedeu. 

Mas o grão-mestre de então Gérard de Ridefort, ao saber do fato, resolveu emboscar os islâmicos. Tanto o chefe dos hospitalários quanto o vice de Ridefort, marechal Jacques de Mailly, tentaram fazer com que ele desistisse, porque o Exército muçulmano era grande. Ridefort acusou a dupla de covardia e ainda cutucou Mailly: "Vós amais em demasia vossa cabeça loura para querer perdê-la". E partiu para o ataque com só 90 cavaleiros.

Se havia algum covarde ali, certamente não era Jacques de Mailly, que morreu lutando no mesmo dia. Já Ridefort tomou uma sova e fugiu, enquanto o furioso Saladino reunia sua força total para atacar o reino. A batalha decisiva varreu do mapa as forças cristãs. Saladino poupou o rei e o grão-mestre dos templários, mas não os demais monges-cavaleiros. Ao amanhecer, 230 cavaleiros do Templo foram decapitados. Em 2 de outubro de 1187, Saladino entrou triunfalmente em Jerusalém. 

Não era o fim - ainda. Os cristãos mantiveram algumas possessões no litoral da Palestina e foram reconquistando o território, chegando até a retomar Jerusalém por um tempo. Ao longo do século 13, porém , as forças se tornaram dependentes da vinda constante de cruzados da Europa e da desorganização dos muçulmanos. O reino foi se tornando cada vez mais pequeno e mudou sua capital para a cisade de Acre, onde recaiu ao ataque decisivo muçulmano, em 1291.

A bravura da ordem se revelou como nunca: o próprio grão-mestre, Guilherme de Beaujeu, morreu em combate. Quando os cristãos evacuaram a Terra Santa, a última fortaleza a resistir, por cerca de 12 anos, era templária e ficava na ilha de Ruad. No fim, porém, a única saída foi abandoná-la.




Continua...

Aranel Ithil Dior