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Paralelismo Astrológico dos Transtornos Psicológicos




Quando um astrólogo tem uma afirmação acerca do conteúdo emocional de determinada experiência deveria estar consciente da forma que o cliente vai reagir e das implicações dos usos dos termos psicológicos usados e deve imaginar que tal relacionamento deve ser uma experiência valiosa para este: Uma consulta astrológica.

Da mesma maneira uma número cada vez maior de psicólogos aplicam os conhecimentos da Astrologia em suas estratégias de terapia.

Psicoterapia e uma consulta astrológica tem algo em comum: são processos de autoconhecimento e auto-aceitação, uma condição muito importante para qualquer processo de cura e recuperação do equilíbrio.




PSIQUIATRIA E PSICOLOGIA

Deve-se procurar um psiquiatra toda vez que for diagnosticado alguma doença mental. Mas muitas vezes, vão pessoas que simplesmente estão desorientadas e que seria bem melhor para essas pessoas procurar um psicólogo, um conselheiro familiar ou um outro tipo de ajuda, quem sabe um astrólogo, um confessor religioso ou simplesmente um bom e desinteressado amigo que possa ajudá-lo a ver com mais clareza ou argumentar um conselho seguro.

A Astrologia sempre tem tratado desses temas de forma paralela com a Medicina e, na verdade a pouco mais de um século atrás, era um poderoso meio de diagnóstico para as enfermidades orgânicas, pois não se contava com os meios atuais como as análises de sangue, raio x, etc...

Nos tempos da revolução científica, quando a Astrologia deixou de ser necessária para se obter "conhecimento", surge então a moderna Psiquiatria - a mão da Medicina - e a Psicologia, ambas filhas etimológicas da psique, um dos nomes da Lua.

Freud e Jung acabaram em desacordo e nunca chegaram a obter completamente um acordo entre si, e nem seus discípulos e as outras escolas de psiquiatria e psicologia. Mas estes estudarão o subconsciente, seus símbolos e suas manifestações no comportamento humano a partir de uma tradição milenar que em partes é astrológica. Elaborarão uma "linguagem" muito útil para identificar cada caso e, na minha opinião é o mais valioso, elaborarão uma séria de terapias e estratégias muito úteis, embora não se esteja, estritamente doente, como por exemplo, no caso do tratamento da dislexia. Contudo, para que possamos entender, vamos começar a fazer uma pequena classificação.


- Demência Senil, Subnormalidades Congênitas, Traumatismo Craniano grave - correspondem aos transtornos das funções psíquicas devido a alterações orgânicas do cérebro.


- Paranóia, Esquizofrenia e outras psicoses, e aquelas que se supõem corresponder a transtornos orgânicos do cérebro, embora não se tenha encontrado meios de demonstrá-los.

- Depressão, Histeria, Angústia e outras neuroses, que se acredita serem reações exageradas às circunstâncias vivenciais e das quais todos nós estamos expostos a passar. Quem já não teve uma reação desproporcionada em um dado momento? Alguns especialistas opinam que 50% da população sofre em maior ou menor grau de algum transtorno neurótico claro.


A fronteira entre a psicose e a neurose nem sempre foi clara, mas os sintomas são muito agudos e perturbadores para o indivíduo, no pessoal, tanto familiar como social, e pode gerar medo ao considerarmos que possa ser um caso de psicose e que irá requerer uma ajuda psiquiátrica. Também existe o problema que, sem tratar-se estritamente de doenças mentais, também requerem a ajuda do psiquiatra, por se tratar de transtornos muito severos e agudos como a anorexia, bulimia, frigidez, masoquismo, etc., que podem degenerar em verdadeiras doenças mentais, como a epilepsia. Verdadeiramente, cada caso é diferente, e a nomenclatura psicológica é muitas vezes escassa.

Para que exista um transtorno do tipo neurótico deve dar-se a conjunção de dois fatores: Uma predisposição por parte do indivíduo, quer dizer, uma determinada disposição de seu caráter e uma experiência traumatizante que não foi fácil "digerir" pela dita pessoa devido a sua maneira de reagir aos estímulos.

PSICOLOGIA E ASTROLOGIA


Frustração

A frustração não é um problema psicológico, senão um sentimento muito humano, que pode acontecer em diferentes áreas da vida, sendo o produto do fracasso. Mas, se o indivíduo tende a fazer o que não é conveniente, isto pode se converter em um problema que pode agravar outros problemas que sim, são de ordem psicológica.

-> A tendência do indivíduo atuar inconvenientemente é dada pela tradição astrológica pelo regente do Ascendente indigno cosmicamente, quero dizer, exilado ou em queda (se estiver em trânsito, seu estado cósmico dependerá de seu dispositor, do oposto do signo em que se encontra o referido planeta).

Estes indivíduos, mais de 30% da população, podem ser perfeitamente felizes e podem alcançar êxitos sempre que se deixem aconselhar adequadamente na hora de tomar suas decisões. Contudo, pode agravar (e, de alguma maneira, explicar) outros problemas psicológicos se o regente do Ascendente indigno cosmicamente tem um mal aspecto com a Lua ou o regente de alguma das casas de água (IV, VIII, XII), ou estar presente nelas.


Estresse

Tampouco se trata de um transtorno psicológico, senão uma circunstância em que se vêem com maior ou menor frequência a maioria dos seres vivos (um perigo, a fome,  o frio). Se caracteriza por um estado de alerta e um ritmo metabólico elevado, assim como tensão emocional e reações violentas.

Em indivíduos predispostos, esta reação pode produzir-se com a ausência do estímulo e a miúde se trata de indivíduos de vida exageradamente dinâmica, que "sempre estão fazendo algo... para não pensar!"

Embora, como já dissemos, não se trata de um verdadeiro problema psicológico, pode mascarar e agravar outros que sim o são. Convém tratá-lo mediante técnicas de relaxamento, meditação e autoconhecimento, assim como cultivar a vida saudável e evitando os estimulantes e as carnes vermelhas e embutidos. O resultado da vida urbana é sumamente prejudicial, e é uma ameaça diária para uma porção muito grande da população.

-> A tradição astrológica atribui estes sintomas a qualquer dissonância entre Lua-Marte, Marte em Fundo do Céu, ou em mal aspecto com o regente do FC ou a um planeta no FC.


Reação Normal, Neuroses e Psicoses

Se o transtorno é uma reação passageira a um estímulo externo devemos considerá-lo uma reação normal produto do estresse. Se o transtorno se produz com ausência do estímulo, se faz crônico, mas conservando a faculdade de raciocinar e sem comportamento anti-social, podemos considerá-lo um problema de neurose.

Se o transtorno se agrava, perdendo o indivíduo a capacidade de raciocinar coerentemente e supõe um perigo para os demais e para si mesmo, então pode se tratar de uma psicose. Tudo isto, logicamente, sempre que não se tem detectado lesões orgânicas como dissemos anteriormente (demência senil, subnormalidades congênitas, traumatismos graves no cérebro, etc.)

A maior parte dos transtornos são, de alguma maneira, hereditárias, mas no caso das neuroses (e sobretudo a histeria), não se trata de uma herança genética, senão de um comportamento aprendido (melhor, mal-aprendido) do meio familiar na infância.


Neuroses Depressiva, Depressão, Neurastenia

Se denomina depressão a uma tristeza profunda, desproporcionada com a situação. O paciente chora ou deseja fazê-lo, não tem força para fazer nada, se encontra desesperançado, incapaz de se expressar com naturalidade ou fazer-se compreender, os sentimentos são negativos, e a frequentemente vem acompanhados de outros sintomas somáticos como insônia, perda de apetite e peso, anorexia e constipação.

Se tem relacionado frequentemente com problemas afetivos na infância, como perda ou distanciamento da mãe, assim como com a timidez excessiva ou os complexos de inferioridade. Parece existir uma clara disposição genética. Os episódios depressivos são mais frequentes com a idade e as mulheres parecem mais prováveis a sofrê-la.

Entre um episódio e outro pode haver uma normalidade absoluta. Em alguns casos especialmente graves podem vir desejos de suicídio. Como em todas as neuroses se aconselha a ter uma vida saudável em geral, tendo ênfase nas técnicas de respiração e autoconhecimento, passeios, asseio pessoal e atividades sociais, supondo não serem diretas com o indivíduo (poderiam aumentar sua tristeza). Em casos graves ou episódios agudos pode ser necessário o tratamento medicamentoso, para "aliviar" a situação.

A Neurastenia era antes um diagnóstico comum hoje pouco utilizado. Se caracteriza pela intolerância emotiva, cansaço (sobretudo com atividades que sejam pouco agradáveis), insônia, magreza, pés e mãos frios. Estar chato, descontente de si mesmo, e com os demais.

-> Segundo a tradição astrológica, a depressão se dá frequentemente nas dissonâncias Lua-Saturno no FC, ou mal aspectado com o regente do FC ou um planeta ali presente, sem a ajuda de aspectos harmônicos de planetas Yang. Os signos Yin, femininos, são mais prováveis a sofrer deste mal, especialmente os de água e Capricórnio.

Quanto as dissonâncias Lua-Saturno, a oposição é especialmente dura (exceto com Ascendente em Capricórnio ou Aquário, mais neurastênicos), assim como a quadratura com a Casa 4 ou sempre que o Ascendente seja em Câncer. A sesquiquadratura da Casa 8 é bastante trágica e pode ser um fator de suicídio.


Manias

A mania é o oposto da depressão, mas pode dar-se de forma simultânea e mais bem alternada ou cíclica com as depressões. Em muitos casos se trata de uma simples neurose, mas os casos mais graves podem tratar-se de uma verdadeira psicose maníaco-depressiva.

O maníaco se diferencia do depressivo, tem alegria contagiosa e euforia. Em vez de inibição psicomotriz, tem uma vitalidade transbordante até o esgotamento. A avaliação e o julgamento é otimista, grandiosa, e às vezes delirante. Pode sofrer de insônia, como o depressivo, mas acredita que precisa dormir pouco. Pede comida normalmente, mas dificilmente a termina já que deve empreender algo mais importante. Entre um episódio e outro, como no caso da depressão, o indivíduo pode parecer perfeitamente normal.

Deixando à parte as dependências toxicofílicas, e os transtornos psico-sexuais, que melhor correspondem a um outro grupo, o certo é que o maníaco sente o desejo e o impulso de fazer algo socialmente indesejável, algo que não pode resistir, como no caso da deptomania, a piromania, o vício do jogo e a personalidade explosiva e violenta, que nos casos mais graves pode chegar a homicídios múltiplos completamente inesperados. Como se vê, as variantes são enormes, mas com alguns pontos em comum, como a inquietude ou a impaciência antes de cometer o ato e, depois deste, uma sensação de alívio, prazer ou descarga, embora também sinta culpa e preferiria não tê-lo realizado.

É difícil afirmar um único para cada uma das variantes que se apresentam, mas se tem desenvolvido ultimamente psicoterapias que podem ser úteis nos casos menos graves, como as técnicas de auto-conhecimento aplicadas sempre com suma precaução e combinadas com atividades que ajudem a recuperar o equilíbrio e o auto-controle, como a Yoga, Tai-Chi, Qui-Gong, Chi-Kung. Em todo o caso é importante identificar as experiências vividas que podem ter originado o transtorno ou estão em correspondência com sua possível origem. Nos casos mais difíceis, as fases maníacas se atenuam ou se abreviam com uma medicação adequada.

-> A Tradição Astrológica não é muito clara a esse respeito, mas parece necessário, embora não suficiente, uma dissonância entre Lua e Júpiter, pois a Lua representa o que se necessita e Júpiter a desinibição. Assim, também poderia intervir Plutão, mas em minha opinião, o efeito deste simplesmente seria mais obsessivo no comportamento maníaco, como Urano o faria mais brusco e inesperado e Marte mais violento. Entretanto, deve haver outros fatores dissonantes e pouco harmônicos, como o grande trígono, sendo análogo a Júpiter, não exclui o temperamento maníaco, como não exclui um stellium na casa 5 (excessiva auto-afirmação) ou na casa 9 (excesso de convicção). Parecem suspeitas a semi-quadratura para a deptomania, a sesquiquadratura para o jogador patológico (vício de jogar). A sesquiquadratura para a piromania (com ingredientes de Marte e signos de fogo) ou o temperamento explosivo (com ingredientes de Marte, Urano e signos de água).


Histeria

A Histeria se conhece desde a antiguidade e é associada com o útero e, por extensão, a mulher, se bem que os homens também sofrem disso. Mais tecnicamente, se denomina neurose de conversão, já que em todas as suas muitas manifestações possíveis, existe um recurso comum: o doente finge ou imita com seu comportamento os sintomas de alguma enfermidade, a maioria das vezes do tipo psicológico, quando é contrariado ou tem uma decepção (cólera exagerada, risada histérica, choro, paralisia). Muitas vezes acabamos ouvindo o comentário: "Não podemos contrariá-la, porque em seguida lhe dá um ataque...". Também pode acontecer manifestações somáticas, como cegueira temporária ou, em casos extremos, a catalepsia.

Pode ser considerado um comportamento normal quando o indivíduo se encontra diante de uma situação extrema de falta de defesa sobre tudo a física, diante de um perigo quando se dá conta de que é inútil a defesa ou a salvação, e o podemos observar facilmente no mundo animal: o indivíduo reage se fazendo de morto, ou mediante uma tempestade de movimentos descoordenados (que sempre pode assustar o agressor). Quando temos um caso de histeria, a reação do indivíduo tem lugar sem que haja uma situação extrema.  O histérico pode aparentar um ataque epiléptico, mas terá um encefalograma normal. Como recursos comuns podemos considerar:

- Reação desproporcional ou descoordenada quando é contrariado ou decepcionado;
- Expressão simbólica de um impulso reprimido;
- Se nega a reconhecer, quando está calmo, a causa de sua reação, para evitar sentimentos de culpa;
- Obtenção de um benefício, como a atenção ou o cuidado, quando aparecem os sintomas.

Os sintomas histéricos podem ser provocados ou suprimidos pela sugestão hipnótica, e isto se sabe há muito tempo, mas a supressão dos sintomas não implica cura definitiva e o indivíduo pode sofrer de recaídas mais adiante. Freud que era um mal hipnotizador, atribuía o efeito da hipnose à cartase derivada, e a psicanálise é um meio excelente para identificar o impulso reprimido e tratar a histeria. O histérico se utiliza de maneira errônea de seu caráter e que deve ser reestruturado, reeducado, com uma psicoterapia adequada.

-> Na Astrologia se associa com as dissonâncias Lua-Urano, dentre os aspectos que parecem especialmente suspeitos, é a semiquadratura, mas, pela grande variedade de tipos de histeria identificados, devem intervir outros fatores para reforçar esses sintomas.



Medo, Fobia, Angústia

O medo é uma reação normal ante um perigo, e nos ajuda a fugir dele. As fobias, no entanto, são medos a objetos, situações, etc., bem identificados (claustrofobia, medo de espaços fechados; agorafobia, medo de espaços abertos) no indivíduo há consciência a causa de seu medo. A fobia da cor vermelha pode ser devida a experiências traumáticas no passado, como por exemplo, ter presenciado um assassinato de um ser querido na infância. O indivíduo ao ver a cor vermelha não a relaciona conscientemente com a circunstância traumática, mas se sente muito mal quando aquilo acontece, por isso se aborrece da dita cor e trata de evitá-la.

Nas neuroses de angústia se dão episódios de crises de pânico nos quais o indivíduo percebe sinais de morte iminente. Pode acontecer um estado de permanente ansiedade sem episódios marcantes, mas em outros casos as crises aparecem de modo repentino, entre episódios de relativa normalidade. O fator desencadeante não é identificado claramente pelo indivíduo. Por exemplo: acorda-se à noite, ouve um ruído qualquer e acredita identificar os passos de uma pessoa agachada; a frenagem de um carro na rua é ouvida como um ranger de uma porta sendo aberta; o coração está batendo descontroladamente até que não pode agir menos do que chorar, gritar desesperado ou choramingar. Às vezes podem ocorrer sonhos, que se percebem como imensamente reais, da mesma maneira que quando está em vigília a experiência lhe parece um pesadelo. Depois de uma crise de pânico se dá conta de que não se tratava de algo real, mas no episódio seguinte viverá como se fosse completamente real e chamará a polícia, os bombeiros, uma ambulância, etc...

Nestes indivíduos existe um recurso de caráter comum entre os depressivos, como a introversão, a timidez, os complexos de inferioridade, mas unido a um caráter pouco realista ou excessivamente fantasioso.

-> Por tudo isso se atribui à dissonâncias de Saturno e Netuno com a Lua, embora a pouca auto-afirmação possa envolver o Sol. Saturno na casa 12 em dissonância com a Lua, o regente da casa 9 ou um planeta ali situado são fatores bastante angustiosos.

Como em toda terapia, não devemos impôr ao indivíduo ser o que ele não é, senão cultivar seus pontos positivos de seu próprio caráter que podem ajudá-lo a sentir-se mais seguro de si, mais forte e auto-afirmado. Sabemos que uma dissonância Lua-Saturno faz com o indivíduo tenha tendência a tristeza, mas sabemos também que qualquer contato com estes planetas é favorável a sensatez e a previsão, que podem ser ferramentas úteis para desenhar uma estratégia que deve ser concebida à medida do indivíduo, pois não existe tratamento igual para todos os indivíduos que padecem de determinada neurose, devido precisamente a origem vivida de uma experiência individual.


Obsessões e Compulsões

A neurose obsessiva-compulsiva pode lembrar-nos o temperamento maníaco. A obsessão é um pensamento que não se pode descartar, e a compulsão é o ato que se vê obrigado a realizar. O indivíduo pode dar-se conta do absurdo e dos prejuízos das ordens internas que se vê obrigado a cumprir, mas se há resistência, notará uma angústia crescente até que tenha que ceder.

Nunca há uma evolução na gravidade de uma psicose, já que o indivíduo conserva a razão, mas não pode comportar-se razoavelmente, o que faz o indivíduo notar algum sofrimento. Às vezes se tem denominado "dúvida patológica" porque o indivíduo tem que comprovar repetidas vezes se fechou a saída de gás, a porta de entrada, se está levando as chaves de casa consigo, se já lavou as mãos cinco vezes seguidas, etc.

Os pais do obsessivo-compulsivo são inseguros, rígidos, severos, exigentes, pouco carinhosos, por isso os sintomas são mais frequentes na infância. O indivíduo vai formando um superego sumamente auto-exigente. É muito perfeccionista, minucioso, com agudo sentido da crítica, que exerce sem piedade contra ele mesmo.

-> As dissonâncias Lua-Plutão e Lua-Marte, parecem ser um claro indicador destes transtornos. A quadratura pode ser grave, exceto com o Ascendente em Câncer, o qual supõe um desapreço dos valores representados pela Lua, uma auto-repressão dos próprios sentimentos e indiferença afetiva. Isto explicaria a atitude exigente, crítica e o sentimento de culpa. Plutão na casa 4 ou em dissonância (sobretudo a quadratura) com o regente da casa 4 ou a um planeta ali alojado, pode produzir efeitos similares à dissonância Lua-Plutão, e os signos de água são mais propensos a isso.


Outros Transtornos Neuróticos

A sociopatia pode-se manifestar de várias maneiras, mas sempre se caracteriza pela impossibilidade de integrar-se normalmente nas relações sociais, laborais, familiares, etc. O indivíduo se auto-marginaliza, embora possa pensar que é a sociedade que marginaliza a ele. É mais frequente na adolescência, e sempre tem a intervenção de Netuno em aspecto com a Lua, a casa 4 ou qualquer indicador do estilo de vida do indivíduo, que não pode ser "normal" de maneira nenhuma, por mais que seja original. 

Existem muitos outros transtornos de sintomatologia bem conhecida por todo o mundo, como a hipocondria e a auto-medicação, que pode ser devido a Saturno na casa 6, os transtornos alimentares, anorexia e bulimia, as diversas drogodependências, e assim uma interminável lista de transtornos psicológicos, como frigidez, exibicionismo e outros transtornos sexuais; insônia, sonambulismo e um enorme etecetera...


Condições Psicológicas e Astrológicas 

Os últimos transtornos que foram mencionados não são transtornos "puros", aparecem com raízes de diversas vivencias, cada caso particular é um caso particular, e não é estranho que um hipocondríaco seja, na realidade, um depressivo ou padeça de transtornos obsessivo-compulsivos, pelo que poderíamos fazer uma classificação básica dos transtornos neuróticos, com seu paralelismo simbólico correspondente:

                                                    Mania = Júpiter
                                             Depressão = Saturno
                                                 Histeria = Urano
                                                   Delírio = Netuno
                                               Obsessão = Plutão

Desta classificação básica poderíamos fazer outra de tipos, podemos chama-la de derivada:

                        Fobias, Medos, Angústias = Saturno-Netuno, casa 12
  Transtornos sexuais e de Agressividade = Marte, Plutão, casa 8
                                          Supertições = Júpiter-Netuno, casas 9 e 12



Transtornos Psicóticos

Os transtornos psicóticos, como a paranóia e a esquizofrenia, são verdadeiras enfermidades mentais.

A paranóia consiste em apresentar como único transtorno suas idéias delirantes, absurdas, mas em determinado aspecto da vida, fora do qual o paranóide é capaz de imprimir razão e comportar-se de forma perfeitamente normal. Se o transtorno é leve ou transitório, se trata de uma neurose com sintomatologia paranóide. Mas se trata de um delírio crônico, sistematizado, podemos falar de personalidade paranóide.

Como o paranóico pode imprimir razão em seus atos perfeitamente e ser inteligente (o que também ocorre ao esquizofrênico), pode alcançar um posto elevado na sociedade, sobretudo tendo em conta que os sintomas paranóide vão ficando agudos com a idade. A História nos dá exemplos de personagens célebres como Hitler, Goya, Shumann, e outros cuja biografia e sentimento nos relata de forma magistral J.A.Vallejo-Nájera em sua obra Locos Egregios.

A paranóia se manifesta de forma variável, mas se o observador não está informado, as idéias delirantes, mas sistematizadas e argumentadas com a lógica, do paranóico "poderiam ser verdades", podem ser contagiosas e afetar a grupos sociais como o que levou Hitler democraticamente ao poder, ou dos suicídios coletivos como os ocorrido na Guiana ou mais recentemente na Suíça, ou o que induziu as fogueiras de bruxas e de livros, assim como os linchamentos e outras ações do ser humano.

-> Os delírios paranóides podem ser de grandeza, relacionados com a casa 5, de ciúmes, e os eróticos, afetando a casa 8, injustiça, afetando talvez a casa 9. Mas considerando o delírio como algo não real ou pertencente a "outra realidade" deve sempre afetar a Netuno ou o planeta regente da casa 12 ou o planeta ali alojado. E considerando a argumentação lógica e sua expressão concreta parece que falamos de Mercúrio na casa 3, seu regente ou um planeta ali presente, mas para que tudo isso afete a psiquê do indivíduo, parece imprescindível o concurso da Lua ou a casa 4 ou um planeta ali.

O caso da Esquizofrenia é bem diferente. Se caracteriza pela divisão, o desdobramento da personalidade em duas manifestações diferentes e incongruentes entre si, daí o absurdo que nos parece o comportamento do esquizofrênico. Aparecem períodos muito perturbadores, com delírios, incoerência, alucinações (sobretudo auditiva), alternando com outros, que também podem durar anos, de comportamento normal e bom rendimento nas tarefas cotidianas. Isto nos lembra a história do Dr. Jeckill e Sr. Hyde e a dor emocional e também física que supunha da transformação de um pelo outro. Frequentemente aparece na adolescência e agrava-se com a idade, e por isso recorre-se a medicação. Em outras ocasiões o transtorno não chega a ser demasiado agudo e então se considera uma neurose esquizóide.

-> Astrologicamente falando, não se ajusta a um modelo muito concreto e frequentemente afetam a mapas muito desorganizados, entendendo isto em termos amplos, quero dizer, a um nível de aspectos dissociados, planetas sem aspectos e vazios de curso, desconexões a nível de estrutura de regência, aspectos difíceis da Lua com os planetas transpessoais, Mercúrio, as casas de água, e também as casas 3, 6 e 9, impossíveis de sistematizar num aforismo único.


Terapias

Não me estenderei aqui, porque estimo que seja fora do propósito do presente trabalho e por tratar-se de algo no que se tem aprofundado muito a psicologia e se tem especializado a maioria dos psicólogos. Hipnose, psicoanálises, gestalt, terapia da polaridade, yoga, etc., (para não falar de outras mais difíceis, como a medicação, o eletrochoque ou as lobotomias), são técnicas terapêuticas que merecem ser tratadas por especialistas.

A Astrologia pode, não obstante, contribuir muito neste campo, não pelas técnicas terapêuticas em si mesma que se possam aplicar, senão enquanto ao seu tempo de indicação, o que pode contribuir em valiosa informação sobre os períodos da vida em que serão mais críticas as crises, no que o indivíduo necessitará de mais ajuda, e os períodos mais favoráveis, que não se deve perder, para o tratamento.

As técnicas astrológicas podem ajudar muito ao psicólogo terapeuta na etapa prévia à aplicação de qualquer terapia, abreviando e tornando muito mais preciso o diagnóstico e ajudando a identificar o processo de desenvolvimento psico-vivencial do indivíduo, assim como muito fatores que podem passar despercebidos nas entrevistas e testes que o psicólogo pode propor.

Por outro lado, não devemos esquecer que o estudo da Astrologia e o próprio Mapa Natal é uma técnica de autoconhecimento com possibilidades terapêuticas, todavia muito pouco explorada hoje em dia. Mas devemos ser cuidadosos e evitar que o estudante de astrologia mal-interprete seu próprio mapa, tanto porque pode se utilizar como meio de auto-justificação, proteção, projeção, ou pelo contrário, porque pode produzir uma diminuição em sua auto-estima ou sua estima aos demais.



O DIAGNÓSTICO ASTROLÓGICO

Até agora temos oferecido uma descrição das principais neuroses e psicoses, assim como seu paralelismo astrológico a nível simbólico e básico. Já vimos que os indivíduos poucas vezes se adaptam estreitamente a tipos puros de neuroses, senão que cada caso individual tem uma predisposição diferente e vivencias particulares. É por esse motivo que desenvolveremos agora um estudo astrológico mais detalhado.

A tradição astrológica atribui a Lua a forma de reagir, o sentimento e as sensações, quero dizer, a emotividade receptiva do indivíduo, o que indubitavelmente condiciona nosso estado de ânimo e reações, vida privada, estilo e ritmo de vida, relações familiares, muito especialmente com a mãe e, de alguma maneira, as mulheres em geral. E, com a emotividade, nossa capacidade de conviver com os demais (de baixo do mesmo teto), assim como todas as somatizações orgânicas e funcionais.

Mercúrio rege o lado esquerdo do cérebro - a Lua o direito - e também pode estar relacionado com problemas mentais, mas do tipo neurológico, como a dislexia ou a mudez. Astrologicamente simboliza o intelecto concreto ou a estrutura lógica, a redação, oratória, etc., o que pode estar relacionado com a experiência social da infância com irmãos, vizinhos e familiares próximos, assim como os companheiros na escola primária e como se comunica o indivíduo, em sentido amplo, como se move cotidianamente para desempenhar suas atividades diárias.


Aspectos

Todo aspecto dissonante que a Lua receba de planetas maléficos ou trans-pessoais é um claro indicador de problemas psicológicos, e isto inclui muito especialmente a semi e a sesquiquadratura. Se esta Lua mal aspectada recebe também bons aspectos de outros planetas, mas se estes estiverem exilados ou em queda, retrógrados ou formar aspectos dissociados (no zodíaco), serão de pouca ajuda.

Também tem fama os aspectos dissonantes que implicam as casas 3, 4, 6, 8 e 12, e seus regentes análogos.

Devemos ter em conta que na Oposição, o indivíduo atribui aos outros os sintomas do planeta mais lento, assim, em uma oposição Lua-Saturno, o indivíduo frequentemente adota o papel da Lua, é sensível, sentimental, necessita da segurança dos demais, e não percebe seu papel de Saturno, severo, frio, duro, frugal, e quando pede carinho acaba triste e sozinho, sem dar-se conta que sua necessidade de segurança o faz buscar pessoas com essas características e adquirirá um enorme complexo de inferioridade. Existe uma exceção: que Saturno seja o regente do Ascendente, em cujo caso o Indivíduo será o "duro" e verá os demais como os necessitados de proteção, porem necessita e buscas esses tipos de pessoas, mas é difícil sua convivência com elas pela sua própria expressão constantemente fria.

A Quadratura não implica a percepção que o indivíduo recebe dos demais, embora os demais podem, ver-se afetados pelas consequências. Neste caso o indivíduo renega os valores representados pelo planeta rápido. Assim na quadratura Lua-Plutão, adota-se o papel de Plutão ignorando a própria sentimentalidade e também as dos outros, quero dizer, os valores lunares, mesmo que a Lua esteja domiciliada em Câncer, mas seus atos, injustos do ponto de vista emocional, acabaram o conduzindo a uma situação dramática que não será senão uma oportunidade de integrar os valores emocionais que havia dispensado, devido provavelmente a alguma experiência traumática anterior. Pelo contrário, se a Lua é o regente do Ascendente, o indivíduo dispensa os valores de Plutão, mesmo que esteja domiciliado em Escorpião, e terá muitas mudanças na vida, aprenderá muitas lições que sem dúvida a vida mostrará, pelo que se tomará de forma trágica as "injustiças" da vida.

No caso da quadratura convém distinguir a que é da casa 4 e da 10, pelas casas derivadas respectivas dos planetas mais lentos, afetam as ditas casas por presença ou por regência, e produzirão efeitos a nível mundano se estiver na 10 ou a nível de vida interior se estiver na 4, o que terá maiores consequências no aspecto emocional e psicológico do indivíduo.

O Quincunce se parece mais com a oposição que com a quadratura, assim que afeta claramente o modo como o indivíduo percebe sua relação com os outros, tanto a nível das obrigações materiais no caso do quincunce na casa 6, como no íntimo ou emocional no quincunce da casa 8 (com maiores implicações psicológicas). O indivíduo, provavelmente devido a vivencias anteriores, encontra uma grande dificuldade em integrar os valores representados pelos planetas e se sentirá bloqueado. Um quincunce Lua-Saturno na casa 8 nos dará o hiper-tímido, sempre triste e sozinho. Deve trabalhar para libertar-se da influência de uma experiência ou situação sem saída, traumatizante, e deve trabalhar de forma surda, até que se produza a mudança, que ele sentirá como predestinada, pois o indivíduo não percebe tê-la em seu poder.

O semi-sextil não é um aspecto claramente harmônico e efetivamente pode supor um problema pela tendência a não-ação. Se estiver na casa 11 pode tentar acumular coisas materiais, se da casa 12 influências emocionais. Esta última casa pode às vezes ser complicada, pois às vezes dá indivíduos refinados e evoluídos emocionalmente, podem ter dificuldades para serem "eles mesmos" e discernir.

Os aspectos derivados da casa 8, a semi e a sesquiquadratura são aspectos muito "egoístas" e de "cega insistência" para o observador. A semiquadratura da casa 2 faz com que o indivíduo se obstine até o esgotamento. A da casa 11 faz com que o indivíduo se empenhe em reformar os outros sem compaixão. A sesquiquadratura da casa 5 busca a honra não merecida a despeito dos outro, e a da casa 8 não tolera os outros como são e intenta manipulá-los. São aspectos muito complicados e difíceis de tratar, pois o indivíduo não deseja facilmente mudar e aos outros não se pode remover as forças de ajudá-lo, por mais que cheguemos a captar que "não é uma má idéia".

Todos estes aspectos, sempre que a Lua está implicada, merecem uma terapia, e podemos ajudar o especialista no processo de autoconhecimento com quanto  a vida nos dê oportunidade de tomar consciência, a maioria, sem dúvida, dolorosas.

As estruturas de aspectos fechados tem um efeito multiplicador quanto a sua influência e podem predominar e condicionar completamente a vida do indivíduo, mas não só as chamadas "duras", como o T cósmico ou o ponteiro cósmico, senão também outras com melhor fama mas que são simétricas e sem orientação, como o envelope lacrado ou o selo de Salomão, como melhor explica Miguel García e Tito Maciá em suas Figuras de Aspectos. Mas as estruturas fechadas, diferentemente dos aspectos isolados, oferecem uma possibilidade maior de integração, evolução e maturação dos conflitos psicológicos, exceto quando os aspectos eclípticos são dissociados e não se correspondem com os zodiacais.

Mas o problema se complica porque tudo o que dissemos da Lua, em um contexto psicológico, é aplicável de alguma maneira às casas de água, os planetas presentes nelas e os regentes de suas cúspides e, neste caso, pelos regentes do signo principalmente em uma casa.

As Casas de Água

As casas de água descrevem a maneira de sentir do indivíduo a diferentes níveis de percepção. Todas elas possuem outros significados, não de índole estritamente sentimental (a casa 4, o lar, o ritmo de vida, vínculo com os ancestrais, etc.; a casa 8, a morte, o dinheiro dos outros, os legados, etc; a casa 12, as enfermidades crônicas, assuntos ocultos e estranhos, etc). Mas, para o que nos interessa, devemos considerar três níveis de percepção:

- A casa 4 indica como se sente o indivíduo, ele próprio, e como reage. É a biografia do que sente o protagonista de si mesmo.

- A casa 8 indica como o indivíduo sente o que sentem as pessoas implicadas com ele (ou como o indivíduo "é tomado" pelo sentido dos outros). Por isso se denomina às vezes como a casa das relações íntimas, do sentimento compartilhado, as transições de consciência, a vivencia das crises. Mas também descreve o sentimento passional, como o sexo, o ódio, a vingança, os ciúmes, a inveja, todos os sentimentos em crises com os outros que exigem alcançar um equilíbrio. Esta casa foi frequentemente relacionada com as obsessões.

- A casa 12 indica como o indivíduo sente o que sentem as pessoas que não estão diretamente implicadas com o indivíduo. Ela escapa à vontade do observador e muitas vezes está relacionada aos medos, alucinações, delírios, o que você está procurando sem desejo consciente. Se trata verdadeiramente de uma "casa de loucos"; mas o terapeuta fracassa aqui, por não se dar conta de que esta é também a casa da percepção transcendente da realidade.  Corre o risco de efetuar um certo trabalho de "lobotização" por não fornecer AMOR, o outro ingrediente também da aquisição de consciência, necessário para curar as enfermidades da alma. Só podemos entrar nesta casa de redenção com o espírito e o ânimo limpos do mundano, pois se trata de uma casa mística.

A Lua também descreve o sentimento individual a nível da casa 4, a qual é análoga, mas às vezes não temos nos perguntado: "Se a Lua e a casa 4 possuem um significado consciente, falamos ao acaso do 'ritmo da vida', mas são arranjados de forma diferente no horóscopo? Qual devo considerar"? Na realidade ambas, mas tendo em conta que a Lua indicaria como o indivíduo percebe, e a casa 4 o ritmo de vida que realmente se desenvolve. O simples fato que ambas são muito diferentes, ou que não tem contato, mesmo indireto, pode ser um fator de desequilíbrio-equilíbrio emocional e/ou psicológico.

A Lua também, segundo a sua posição por casa, nos dirá em que assunto colocaremos maior sentimento, dedicaremos mais tempo, ou onde nos vai mais afetar. Evidentemente, uma Lua em um signo de água (não tanto em fogo) indicará uma percepção mais sensível, sentimental, e numa casa de água algumas experiências especialmente emocionais.


Os Problemas Psicológicos dos Elementos 

O fogo tem a virtude de que se traumatiza pouco, é muito emocional, mas projeta seus sentimentos para fora, esquece prontamente o que passou, por isso que sofre poucos problemas psicológicos. Mas tem o defeito de falta de auto-crítica, a auto-justificação, pelo que pode cair em atitudes delirantes.

A terra tem a virtude do realismo, por isso que não vive muito, digamos, em delírios, mas tende a atar-se a pautas muito rígidas, tende a reprimir os conflitos emocionais a base de racionalizar-los, de dar-lhes uma explicação lógica, por isso é incapaz de ser espontâneo.

O ar também tem tendência a explicar formalmente os sentimentos, no lugar de limitar-se a senti-los, vivê-los como os signos de terra, não é em vão que Vênus, Mercúrio e Saturno são comuns a terra e ao ar. Porém, o ar é muito sociável e comunicativo, pelo que são frequentes os psicólogos e seus clientes com luas em ar. A verbalização dos conflitos interiores ajuda a superá-los, mas pode fazermos crer que os temos superado simplesmente porque os temos compreendido.

A água vive tão profundamente seus sentimentos que o resultado as vezes é difícil de controlar. Mas, precisamente por vivê-los profundamente, acumulará experiências sumamente valiosas e pouco frívolas, que o ajudarão a regenerar-se e evoluir, senão sucumbir em algumas delas, resultando trauma. Mais que um psicólogo, pode necessitar de alguém que vibre com ele e que, se possível, tenha a lua em terra.


Nota Final

Quero insistir que devemos ter critérios claros na hora de encarar as enfermidades da alma, que são a causa comum de visitas a astrólogos e psicólogos. Não podemo-nos circunscrever a etiquetas como "depressão" ou "histeria", que só responderiam a um aforismo astrológico estrito, mas no indivíduo, que é um ser absolutamente original, e daí a impossibilidade do trato estatístico, especialmente em alguns casos como a esquizofrenia. No caso da timidez é fácil levantar prospecção estatística, com as dissonâncias da Lua e Saturno e ausência de aspectos a Júpiter, mas para ajudar o indivíduo o assunto é mais complexo.

Também queria dizer que não espero nenhuma solução a um problema emocional em troca de dinheiro. Pode-se pagar por uma análise ou diagnóstico, mas a cura ou a recuperação do equilíbrio é uma questão do ser e uma integração espaço-temporal no cosmo. O terapeuta deve contribuir com a informação adequada mas nunca será um curador, como não será uma terapia determinada senão como veículo de aquisição de consciência, como pode ser o estudo do próprio mapa astral.

Pelo contrário, eu acho que são as pessoas que tem capacidade de curar, aqueles que amam, como única resposta válida a este mundo asqueroso - parafraseando Ramón Tercét em seu programa Diálogos 3 -  mas a maioria são consideradas "pessoas com passarinhos na cabeça", pelo que os pobres andam bastante desprestigiados, senão anatemizados.

Por último eu gostaria de evocar o mito de Psiquê, no qual esta tem que passar pela dura prova de não poder ver o seu amante, o qual a leva aos piores sofrimentos e as mais míseras condições, mas no final se salva pela intervenção do único que pode salvá-la: o amor divino.


Esclarecimento

Não se mencionam neste trabalho os problemas do ego, mais próprias das dissonâncias do Sol, como a sub ou sobre-estimação que podem estar relacionados indiretamente com os problemas expostos. Na realidade, qualquer planeta, principalmente se estão unicamente mal aspectados podem originar transtornos, como menciono em outros trabalhos.

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Aranel Ithil Dior